UE suspende embargo à carne exportada por SP e Paraná


A Comissão Européia (braço executivo da União Européia, UE) ampliou nesta
segunda-feira aos Estados de São Paulo e Paraná a suspensão do embargo às
exportações de carne bovina para o bloco.
Segundo Bruxelas, a exportação foi ampliada a estes Estados "depois de terem
sido reconhecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal como livres de
febre aftosa, após uma campanha de vacinação".
São Paulo e Paraná estavam excluídos desde 2005 das regiões autorizadas a
exportar carne para a UE, devido à identificação de surtos de febre aftosa.
A Comissão Européia destaca, no entanto, que "os requisitos especiais para a
carne brasileira estabelecidos na decisão 2008/61/EC, que limita as
exportações de carne de animais de explorações aprovadas pelas autoridades
brasileiras, aplicam-se ao Paraná e a São Paulo".
Ou seja, o embargo é suspenso para as explorações já positivamente avaliadas
pelos inspetores enviados por Bruxelas.
O número de criações autorizadas a exportar carne tem sido o principal ponto
de discórdia entre Bruxelas e Brasília, dado que o governo brasileiro propôs
inicialmente que fosse dado o aval a mais de duas mil fazendas enquanto a
Comissão Européia sempre defendeu um máximo de 300.
Em fevereiro, o embargo à carne bovina maturada e desossada brasileira foi
suspenso para 106 fazendas, mas mantinha-se para as dos Estados de São Paulo e
Paraná.
A UE importa 327 mil toneladas de carne bovina do Brasil, no valor de 963
milhões de euros, segundo dados de 2006, os mais recentes publicados pelo
gabinete de estatísticas do bloco, Eurostat.
Segundo fonte comunitária, a carne brasileira tem a maior fatia das
importações de países do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai), que
somam as 449 mil toneladas.
Junto com os dois Estados brasileiros, foi suspenso também o embargo a carne
bovina da região da Patagônia Norte B, na Argentina, e ainda do Paraguai.