Tranca no portão

Os equipamentos básicos e os procedimentos para evitar visitantes indesejados no condomínio

SOLANGE AZEVEDO


 

O pânico dos brasileiros faz o setor de segurança patrimonial crescer, em média, 3% ao ano. Quem opta por morar em apartamentos para garantir maior segurança transforma condomínios em verdadeiras fortalezas. Só as empresas que produzem e instalam equipamentos eletrônicos e prestam assistência técnica vão fechar 2004 com faturamento de US$ 900 milhões.

Aumentar a segurança significa botar a mão no bolso. Equipar um prédio com sensores e alarmes nos muros e portões, botão de pânico em guarita blindada e circuito fechado de TV com gravação de imagens pode chegar a R$ 30 mil. Ter essas imagens monitoradas 24 horas por uma empresa de segurança, em São Paulo, custa cerca de R$ 1.500.

 

TODOS VIGILANTES
Equipamentos sofisticados ajudam a proteger o condomínio, mas os funcionários da portaria e os próprios moradores precisam tomar determinados cuidados para aumentar a segurança
TECNOLOGIAS DE PROTEÇÃO
Os equipamentos realmente necessários

Antes de gastar dinheiro com equipamentos de última geração deve ser feita uma análise das características e dos pontos vulneráveis do imóvel. É melhor procurar profissionais especializados

Antes de contratar uma empresa particular de segurança é importante checar a idoneidade da firma na Polícia Federal

Para ficar bem protegido, um condomínio deve ter, no mínimo, sensores e alarmes nos muros e portões, botão de pânico em guarita blindada e circuito fechado de TV com gravação de imagens


 

OS MORADORES
Como cada condômino pode colaborar

Os condôminos devem buscar encomendas na portaria. Mesmo involuntariamente, entregadores podem passar informações sobre o local

Não deixar chaves na portaria. Empregados só devem ter cópia da que dá acesso à porta de entrada do apartamento, e não de todas as dependências

Cobrar da administradora do condomínio qualificação e requalificação dos porteiros e demais funcionários do prédio

Quando for contratar empregados, exigir referências, cópias de documentos e antecedentes criminais. É recomendável falar com antigos patrões. Durante o processo de seleção, deve-se evitar que os candidatos subam ao apartamento


 

NA PORTARIA
Cuidados para controlar a entrada de pessoas estranhas

Os portões do prédio só devem ser abertos depois que os moradores forem identificados e o porteiro se certificar de que não há suspeitos por perto

Os condôminos podem combinar uma senha, como piscar os faróis ou fazer contato telefônico com a portaria

Os prédios que possuem sistema com dois portões consecutivos são mais seguros. Os moradores podem ter o controle remoto do primeiro portão, que dá acesso à rua. Mas o segundo deve ser acionado pelo porteiro

Visitantes ou prestadores de serviço só podem ter acesso ao prédio após autorização do morador. Devem aguardar a permissão do lado de fora

Trabalhos feitos por prestadores de serviços em áreas comuns devem ser acompanhados pelo zelador. Nas privativas, o morador se responsabiliza pela fiscalização. O importante é não deixar que pessoas estranhas possam observar a rotina do local

Fontes: Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese) e Sindicato das Empresas de Segurança Privada, Segurança Eletrônica, Serviços de Escolta e Cursos de Formação do Estado de São Paulo (Sesvesp)


 

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