STRESS
Stress é a resposta fisiológica, psicológica e comportamental de um indivíduo que procura adaptar-se e ajustar-se a pressões internas e externas.
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O factor de stress |
Origem |
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um
acontecimento |
psico-social |
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ANATOMIA |
FISIOLOGIA |
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órgãos da percepção |
aumento da frequência cardíaca |
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sistema imunológico |
aumento da pressão sanguínea |
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sistema nervoso |
aumento da respiração |
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equilíbrio hormonal |
tensão muscular |
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sistema cardiovascular |
libertação de factores de coagulação sanguínea |
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aparelho digestivo |
a digestão faz-se mais lentamente |
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pele |
aumento da transpiração |
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aparelho urogenital |
secreção de lípidos na corrente sanguínea |
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funções respiratórias |
secreção de glucidos na corrente sanguínea |

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FASE DE EUSTRESS |
FASE DE DISTRESS |
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(fase positiva ou ascendente) |
(fase negativa ou descendente) |
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Nutrição
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Alteração dos ritmos biológicosOs turnos de trabalho irregulares podem causar alterações digestivas, cefaleias e perturbações dos padrões do sono, reflexos físicos mais lentos, pouca concentração que origina decréscimo de rendimento, erros de juízo e acidentes que podem ocasionar mais stress. |
Stress de privaçãoStress de privação deve-se a uma estimulação demasiado escassa e a tarefas repetitivas. |
RuídoPode causar stress, diminuindo a capacidade de concentração |
Stress de adaptaçãoFace a uma mudança, agradável ou desagradável |
SobrecargaA sobrecarga ou estimulação excessiva é um estado em que as exigências que nos rodeiam excedem a nossa capacidade de as poder satisfazer. |
ComportamentoO modo como normalmente interagimos com o ambiente circundante pode predispor-nos ao stress e às doenças com ele relacionadas. |
Stress tecnológicoO termo recentemente apelidado de tecno-stress faz alusão às consequências directas do trabalho num ambiente altamente técnico. |
AutopercepçãoA autopercepção refere-se à imagem que temos de nós próprios, ao avaliar o nosso poder, o nosso comportamento, o qual exerce uma função importante no stress pessoal e no seu controlo. |
TabacoO tabaco contém nicotina que, tal como a cafeína, é um agente simpaticomimético que desencadeia a resposta do stress. |
Tráfego automóvelO congestionamento de tráfego, as luzes, os ruídos e a poluição, os maus condutores, a falta de tempo, a atitude impaciente . |
Falta de controloUm dos factores de stress mais poderosos é a perda de controlo. |
AnsiedadeA ansiedade é não só um sintoma de stress como também causa de mais stress |
| Obesidade
A reacção ao stress acelera o metabolismo provocando perda de peso. Indivíduos com stress não só comem em excesso como têm uma dieta desequilibrada, provocando obesidade. As pessoas obesas podem perder sua autoestima. |
| Diabetes
O stress na sua forma aguda, pode agravar uma situação de diabetes preexistente. Os diabéticos não são capazes de satisfazer as mudanças rápidas da necessidade de insulina derivadas do stress continuo. |
| Insónia
O stress indevido está associado a altos níveis de ACTH circulante, que mantêm o corpo em estado de vigília e impedem o sono. |
| Doenças cutâneas
40% de todas as doenças cutâneas estão associadas ao stress. Nomeadamente, excuriações neuróticas, dermatite artefacta, prurido, urticária, acne rosácea, herpes simples, eczema, psoríase. As doenças cutâneas de aspecto anti-estético, acabam por resultar em factores de stress para quem delas sofre. |
| Sistema
imunológico
Numa reacção de stress pela primeira vez, o sistema imunitário é reforçado. Só quando o stress é permanente, ele é suprimido. Durante o stress de longa duração são suprimidas as respostas imunológicas. Da relacção entre stress e o sistema imunológico pode resultar uma variedade de doenças que vão desde uma vulgar constipação até ao cancro. |
| Abuso do álcool
Os efeitos iniciais do álcool no metabolismo são idênticos aos do stress. O álcool parece estimular o hipotálamo e provocar o aumento dos níveis de adrenalina e cortisol. Do álcool pode resultar cirrose hepática, hipertensão, doenças cardíacas, problemas sexuais, alterações dos padrões do sono e danos na mucosa estomacal. |
| Lombalgias e
cefaleias
Devido ao stress contínuo e uma sensação de impotência por parte dos indivíduos que não sabem como fazer face às causas do stress. A poluição, as condições de trabalho impróprias e o ruído, conjugados com factores emocionais, dão lugar a Lombalgias crónicas e cefaleias. |
| Perturbações
mentais
O stress afecta o equilíbrio das substancias neuroquimicas do cérebro (serotonina e noradrenalina) que rodeiam as acções nervosas responsáveis pela percepção, actividade muscular e comportamento. |
| Abuso de
Medicamentos
Tranquilizantes utilizados na ansiedade, insónia e depressão. Betabloqueadores utilizados com frequência para reduzir o stress. |
| Abuso do tabaco
Fumar representa uma resposta comum e prejudicial ao stress. Paradoxalmente, os fumadores procuram no tabaco um meio para aliviar a tensão, a nicotina provoca a libertação da hormona do stress, ACTH,provocando o aumento da frequência cardíaca, a descida da temperatura corporal e a elevação da serotonina, a noradrenalina e a adrenalina. A nicotina também faz aumentar os níveis de cortisol. |
| Problemas sexuais
O stress transtorna a actividade sexual tanto masculina como feminina, originando impotência, ejaculação precoce, frigidez, infertilidade, baixo número de espermatozóides, redução da ovulação .e perda de autoconfiança. |
| Fadiga mental e
física
Sob fadiga mental, esforçamo-nos mais para obter o mesmo rendimento, isto tem como resultado uma alteração da homeostase com as suas consequências fisiológicas que conduzem à fadiga física.. |
| Tensão muscular
A tensão muscular é uma resposta ao stress como causa do mesmo. Pode levar à fadiga crónica, tensão, cefaleia, ansiedade, dores de pescoço e de costas, caímbras e espasmos musculares, redução da mobilidade e da flexibilidade, propensão para lesões musculares, insónia, doenças gastrintestinais e problemas urinários |
| Doenças
cardiovasculares
Doença das coronárias, hipertensão, aterosclerose e trombose. |
| Úlceras
Associado ao stress contínuo e elevação dos níveis de ácido gástrico. Por outro lado, doentes com úlcera são hipersensíveis ao stress. |
Alimentação saudávelUma dieta equilibrada , consumo de líquidos (mais de 1 litro por dia), pouco sal e açúcar, consumo reduzido de substancias que desencadeiam a resposta do stress, quantidades suficientes de vitaminas e minerais, equilíbrio entre as calorias consumidas e despendidas, comer de forma regular e lentamente. |
Actividade físicaNeutralizar a resposta ao stress através da actividade física, os programas de exercício devem ser introduzidos gradualmente e a actividade escolhida não deve ser muito competitiva uma vez que a intervenção do ego na competição pode dar origem a maior stress. A actividade física no controlo do stress manifesta-se em três vertentes:
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Atitude positiva e autopercepçãoAs pessoas que enfrentam a vida com uma atitude positiva, funcionam num alto nível de energia. Estas atitudes nutrem continuamente a autopercepção positiva, que constitui um escudo protector contra o stress nocivo. |
SabedoriaA perda de controlo, é um factor de stress extremamente poderoso. A fim de reduzir este factor de stress, é fundamental haver um bom autoconhecimento, dos nossos pontos fortes e das nossas fraquezas, e encontrar a força interna necessária para nos consciencializarmos das nossas limitações. |
Tolerância, flexibilidade e adaptabilidadeA aceitação da mudança, estando conscientes de que existe mais do que uma maneira de solucionar um problema, o pensamento flexível e uma mente aberta para compreender outros modos e outras pessoas são imprescindíveis para a nossa sobrevivência. |
RelaxamentoO relaxamento físico e mental é um meio excelente para diminuir a tensão, aliado à respiração profunda, este método simples reduz a tensão e torna-nos menos vulneráveis ao stress. O relaxamento mental mais profundo pode ser obtido com a sofrologia e a meditação, num ambiente tranquilo, sem ruídos. Uma vez alcançado o relaxamento profundo, os nossos pensamentos e a nossa respiração acalmam-se. |
Gestão do tempoEscrever uma lista das coisas que devemos fazer, executar primeiro os assuntos de maior prioridade. Tem que se avaliar o tempo exigido para cada tarefa. Deixemos algum tempo de reserva para assuntos imprevistos. Este planeamento aumenta o rendimento e reduz o stress de forma significativa. |
Aprender a dizer nãoCom frequência criamos o nosso stress de sobrecarga, ao fazermos demasiado em pouco tempo. Ao obrigarmonos a fazer muita coisa ao mesmo tempo, seja por amizade, remuneração económica ou outras recompensas, começamos a sacrificar a saúde passado um certo ponto. É esse o momento de dizer 'não.. |
Entusiasmo e humorO humor adequado não só é agradável e melhora as comunicações humanas, como também funde o stress. Reflecte a capacidade de relativizar as coisas e mostrá-las na perspectiva correcta, evitando assim dramatizá-las em excesso. |
DelegarEm muitos casos, o stress que deriva de responsabilidade excessiva e que produz sobrecarga, pode ser reduzido delegando noutros parte das nossas responsabilidades. |
AnsiedadeA ansiedade é tanto uma causa como um sintoma de stress, que mantém a pessoa ansiosa num círculo vicioso. Há que interromper a cadeia de maus pensamentos e viver o momento presente. |
No caso do enfermeiro, o stress tem implicações graves, tanto para ele próprio como também para o bem-estar do doente.
Segundo Bond :
«Os enfermeiros estão sob tensão a todos os níveis e em todas as áreas da profissão».
Surgirá durante a sua formação básica e continuará ao longo da sua actividade profissional.
As mudanças recentes na carreira, estrutura da administração e exigências da enfermagem moderna (PE), como, por exemplo, a assistência ao doente de forma individualizada virada para a resolução de problemas, podem ocasionar incapacidade e culpabilidade por parte do enfermeiro, na maioria das vezes devido à falta de recursos ou impossibilidade de implementar a assistência que considera que o doente necessita.
Burn-out é uma síndrome emocional e física na qual o desgaste se instala progressivamente.
Segundo C. Maslach:
«é uma perda de interesse pelas pessoas com as quais trabalha, caracterizada por um esgotamento emocional, no qual o enfermeiro já não tem nenhum sentimento positivo, simpatia ou respeito pelos doentes».
Esta síndrome exprime-se por diferentes fases, podendo levar a uma alteração da identidade profissional e da sua personalidade.
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É definido por Brodsky em várias fases:
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1ª f ase |
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O esgotamento profissional (Burn-out), resultado de um stress contínuo, surge da impossibilidade de concretizar expectativas realistas, tornando-se fonte de frustração.
Se os ideais são muito altos e as condições de trabalho muito más, cria-se um sentimento de insatisfação e vazio.