O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello revogou nesta quarta-feira a prisão preventiva de 20 suspeitos de pertencerem à máfia que negociava decisões judiciais para beneficiar donos de casas de bingos. Essa máfia começou a ser desarticulada durante a primeira etapa da Operação Hurricane (furacão), deflagrada pela Polícia Federal em 13 de abril.
Ele concedeu liminar solicitada pela defesa do contraventor Antonio Petrus Kalil, o Turcão. Em seu despacho, o ministro estendeu a liminar a outros 19 presos pela PF. Entre os beneficiados estão os contraventores Aílton Guimarães Jorge, o Capitão Guimarães, e Aniz Abrahão David, o Anísio, além de Virgílio Medina, irmão do ministro Paulo Medina, do STJ (Superior Tribunal de Justiça).
Também deverão deixar a prisão: José Renato Granado Ferreira; Paulo Roberto Ferreira Lino; Júlio César Guimarães Sobreira; Belmiro Martins Ferreira; Licínio Soares Bastos; Laurentino Freire dos Santos; José Luiz da Costa Rebello; Ana Cláudia Rodrigues do Espírito Santo; Jaime Garcia Dias; Evandro da Fonseca, Silvério Nery Cabral Júnior; Sérgio Luzio Marques de Araújo; Luiz Paulo Dias de Mattos; Nagib Teixeira Suaid; João Oliveira de Farias e Marcelo Petrus Kalil.
Turcão e outros 19 suspeitos estão presos no Rio, por decisão da Justiça Federal, e aguardavam decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) para serem transferidos para o presídio federal em Campo Grande (MS).
Operação
A primeira etapa da Operação Hurricane, deflagrada em 13 de abril, prendeu 25 pessoas, entre magistrados, bicheiros, policiais, empresários, advogados e organizadores do Carnaval do Rio.
A Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Hurricane no último dia 19. Desta vez, o foco eram policiais acusados de receberem propina para facilitar a ação da máfia dos bingos e dos caça-níqueis.
Ontem, a PF deflagrou a terceira fase da Operação Hurricane, atingindo policiais acusados de receber propina da máfia dos jogos.