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Que Rei Sou Eu? foi uma
telenovela
brasileira produzida pela
Rede
Globo e exibida no horário das 19 horas, entre
13 de Fevereiro e
16 de Setembro de
1989.
Foi escrita por
Cassiano Gabus Mendes e
Luís Carlos Fusco e dirigida por
Jorge Fernando,
Lucas Bueno e
Mário Márcio Bandarra, tendo sido apresentada em 185 capítulos.
Enredo
O ano é 1786,
três anos antes da
Revolução Francesa. Após a morte do rei Petrus II, o trono do reino de
Avilan é assumido pela rainha Valentine, uma histérica que não estava
preparada para o governo. No entanto, em seu testamento, o falecido rei revela
haver deixado um filho bastardo, que teve com a
camponesa Maria Fromet, e seria o herdeiro do trono.
A rainha Valentine é dominada pelos conselheiros reais: Crespy Aubriet,
Gaston Marny, Bidet Lambert, Gerárd Laugier e Vanolli Berval, que com seu jogo
de cintura comandam completamente a rainha. O único conselheiro honesto de
Avilan é Bergeron Bouchet, que sofre com o assédio de Valentine. Ele é casado
com a bela Madeleine, a única mulher do reino que sabe escrever, e tem ideais
feministas. Madeleine é objeto do desejo de Ravengar, o
bruxo da corte.
Na ausência do sucessor do trono, os conselheiros reais coroam o mendigo
Pichot rei, como se fosse o verdadeiro filho de Petrus II. A armação é obra do
misterioso Ravengar, o feiticeiro. Porém, há uma conspiração entre a classe
pobre de Avilan, que busca derrubar o governo para instituir uma sociedade
menos opressiva, já que o reino é corroído pela corrupção de seus governantes
e injustiças sociais. Dentre eles está Loulou Lion, a dona de uma taberna que
sabe a verdade sobre o filho do rei; e Corcoran, o
bobo da corte, que é um rebelde infiltrado no palácio.
Mas o líder da revolução é Jean Piérre, que, ao descobrir que é o filho
bastardo do rei, passa a lutar pela coroa que lhe pertence. Todavia, não só de
heroísmo sobrevive Jean Piérre. Sua luta é entremeada por duas mulheres
apaixonadas: a jovem Aline, e Suzanne, a bela esposa do conselheiro Vanolli
Berval, que disputam o seu amor.
Elenco
Participações especiais
Trilha sonora
Nacional
Esta trilha foi lançada em
LP
e
fita cassete.
Internacional
Esta trilha foi lançada também em
CD.
Curiosidades
- Exibida entre
13 de fevereiro e
16 de setembro de
1989 em 185
capítulos.
- A novela era uma
paródia
da situação política do
Brasil de
então, situada no reino imaginário de Avilan, na
Europa da
época da
Revolução Francesa. Atingiu um grande sucesso de público misturando
humor, ação do tipo capa-e-espada e doses de erotismo. Um fenômeno de
audiência que registrou média geral de 61 pontos no horário.
- Que Rei Sou Eu? foi reapresentada na
Sessão Aventura apenas um mês e uma semana, após seu término, entre
23 de outubro e
29 de dezembro de
1989, em um
compacto de 50 capítulos, as 17h00, com o início do
horário de verão.
- A abertura da novela, criada por
Hans
Donner, mostra a evolução da
guerra
através dos tempos. Inicialmente, dois homens
pré-história estão lutando; a seguir, soldados
romanos duelam sobre
bigas; depois,
são exibidos o combate dos
vikings e
dois cavaleiros
medievais praticando justa; em seguida,
soldados franceses são fuzilados enquanto marcham; a sequência mostra um
cenário de guerra da
Segunda Guerra Mundial; por fim, uma visão futurista do duelo entre
humanos e extraterrestres (subentendido por uma
nave espacial).[1]
- A morte do rei Petrus II representou a morte de
Tancredo Neves, primeiro presidente civil brasileiro após o fim da
ditadura militar. A rainha Valentine representou o governo
José
Sarney, que implementou entre outras medidas, o
plano Cruzado, um pacote econômico que incluía um congelamento de preços
e uma mudança na moeda no país. Em Avilan, a nova moeda se chamou "Duca",
que seria o equivalente ao
cruzado. E implicitamente, o personagem Ravengar seria uma paródia de
Rasputin (The Mad Monk) ou "o monge do mal", personagem da Rússia
pré-comunista.
- Pela primeira vez,
Cássio Gabus Mendes não fez novela com o pai, porque estava reservado
para o elenco de
Top Model,
e depois,
Tieta.
- Entre outras inúmeras referências, podemos citar o auto-selo, que na
telenovela era usado em
cavalos, e
a
guilhotina de Avilan, importada da
Alemanha
e que nunca funcionava, sempre parando com sua lâmina na metade do caminho.
É possível que ela fosse uma crítica à
usina nuclear
Angra I, construída com tecnlogia alemã, e que apresentava na época
diversos problemas.
- Durante uma passagem da novela, Jean Pierre, personagem de
Edson Celulari, fica enclausurado sob uma máscara de ferro. Aline, a
mocinha vivida por
Giulia
Gam, salvaria o amado Jean Pierre, abrindo a máscara com uma chave.
- Em 1999,
foi gravado uma série
Os Três Mosqueteiros, para relembrar os 10 anos de Que rei sou eu?
e seu estrondoso sucesso numa novela
capa-e-espada, com elenco formado por
Antônio Abujamra fazendo o bruxo,
Pedro Paulo Rangel, o bobo que na verdade é inteligente,
Maitê Proença, como Ana Bretanha, Rainha da França, e
Luigi Baricelli como um dos mosqueteiros.
- A novela é apontada como tendo ajudado a eleger
Fernando Collor de Mello, ao apontar a esperança do
Brasil em
um novo líder, jovem e com vontade de implementar muitas mudanças.
-
Dercy Gonçalves fez uma participação como a mãe da rainha, a Baronesa
Lenilda Eknésia.
- Em 1998 houve uma chamada de reprise , só que que uma semana depois
começou uma nova chamada a de o Salvador da Pátria.
- Títulos provisórios: Ravengar e O Reino de Avilan.[carece de
fontes]