O comunicado, chamado de "fato relevante", foi divulgado numa área de
informação aos investidores no site da Bovespa.
Segundo a assessoria de imprensa da estatal, as informações ainda são muito
primárias e dependem de análises técnicas mais demoradas para relatar a
qualidade e quantidade do óleo existente no local.
Contudo, avaliações preliminares indicam que a densidade do óleo está entre
25º e 28º API (considerada média), comparável à dos outros reservatórios de
petróleo do pré-sal da bacia de Santos.
O poço que confirmou a existência de hidrocarbonetos foi o 1-BRSA-532A-SPS (1-SPS-52A),
situado em lâmina d'água de 2.139 metros, a 250 quilômetros da costa do Estado
de São Paulo. A perfuração foi concluída no último dia 18, na profundidade de
6.773 metros.
A descoberta foi comprovada pela análise de amostras de óleo por teste de
formação nos reservatórios.
O consórcio, formado por Petrobras, Shell e Galp Energia, está preparando um
Plano de Avaliação de Descoberta a ser encaminhado à Agência Nacional de
Petróleo (ANP), dando continuidade às atividades e investimentos no bloco
BM-S-8, onde foi encontrado o óleo.
A Petrobras é operadora do bloco e tem 66% de participação no local, enquanto
a Shell tem outros 20% e a portuguesa Galp Energia possui 14%.
Outros poços
Diferentes notícias sobre a ampliação do potencial petrolífero do país têm
sido divulgadas nos últimos meses.
Em meados de abril, o diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, afirmou que recebera
informações não-oficiais de que o bloco BM-S-9, a chamada área do Carioca,
teria reservas até cinco vezes maiores do que o estimado para o campo de Tupi.
Isso faria o país ter o
terceiro maior campo de petróleo do mundo.
No fim do ano passado, a Petrobras revelou a existência de
reservas gigantes no campo de Tupi.
Isso tem causado a valorização da Petrobras, que acabou de passar a Microsoft
e se tornou a
terceira maior empresa das Américas em valor.
(Com informações do Valor Online)