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Pena de Morte - Solução ou Tortura?Por Ilana Casoy*
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A cada execução com falhas que acontece nos
EUA, aqueles que são contra a pena de morte discursam sobre o que consideram uma
cruel punição.
Entre 1976 e 1994, estima-se que 18 entre 237 execuções falharam num primeiro
momento, causando grande sofrimento ao condenado.
Em 2 de setembro de 1983, Jimmy Lee Gray, sentenciado à morte por estuprar e
matar uma menina de 3 anos, entrou na câmara de gás em Parchman, Mississippi.
Depois de 8 minutos do início da execução, as testemunhas que observavam por uma
janela esconderam seus rostos para não assistir ao filme de horror que se
desenrolava ali: Gray, sufocando e com o rosto totalmente roxo, morreu enquanto
batia sua cabeça contra uma barra de aço, em total desespero. Supostamente, a
câmara de gás deixa o condenado inconsciente em poucos minutos.
Em 1990, Joseph Tafero, assassino de policiais, assou até a morte durante 6
minutos, na cadeira elétrica. Quando o capacete foi retirado, ainda saiam chamas
e fumaça da cabeça de Tafero. As testemunhas então assistiram, paralisadas de
horror, o semimorto inalar profundamente várias vezes, até que o capacete foi
recolocado e foram dadas mais duas descargas elétricas.
A injeção letal é o método mais popular na maioria dos estados, pois
teoricamente é o método mais "humano". Em oito casos antes de Gacy, aconteceu
exatamente o contrário, como na execução de Rickey Ray Rector, sentenciado à
morte por matar um policial. Em 24 de janeiro de 1992, em Conway, Arkansas, as
testemunhas ouviram vários gemidos, enquanto os técnicos da morte tentavam
encontrar uma veia adequada para a execução. Rector estava amarrado. Os técnicos
estavam prontos para abrir seu braço, a fim de introduzir um catéter
intravenoso, quando finalmente encontraram uma "veia boa" na sua mão
direita...uma hora depois de iniciada a busca.
Desde que a pena de morte nos EUA foi reinstalada em 1976, 403 pessoas foram
executadas. Destas, apenas seis eram brancos condenados por matar negros. O
estado do Texas é responsável por 30% das execuções, seguido pelo estado da
Virgínia, 10,17% e Flórida, 9.68%.
Desde 1976, mais de 47 condenados foram retirados do corredor da morte por falta
de provas ou inocência tardiamente comprovada.
Desde 1973 até junho de 1997, 114 mulheres foram sentenciadas à morte. Delas, 47
estão no corredor da morte. As demais 66 tiveram suas sentenças revertidas para
prisão perpétua.
Os estados da Flórida, Carolina do Norte e Texas detêm o maior número de
mulheres sentenciadas à morte, mas a execução de mulheres é rara. A última
mulher condenada à morte foi executada em 1984, na Carolina do Norte.
Dentre os que tinham menos de 18 anos ao cometerem seus crimes, nove foram
executados.
Suicidar-se através da execução é muito comum. Vários condenados são voluntários
para a sua execução, negando-se a fazer qualquer apelação contra sua sentença.
No estado onde Gacy foi executado, Illinois, somente 8 prisioneiros tiveram o
mesmo destino (entre 1977 e 1997) através do único método utilizado ali: injeção
letal.
Ilana Casoy* é formada em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas e escritora. Autora do livro SERIAL KILLER LOUCO OU CRUEL?, da Editora WVC.
| Sinopse: Primeira coletânea sobre serial killers elaborada por uma escritora brasileira. É composto por duas partes. Na primeira são expostas informações e características psicológicas e físicas sobre os serial killers, mitos e crenças, o perfil do criminoso e a investigação do FBI. Na segunda parte, casos reais clássicos de serial killers internacionais, como Ed Gein, que inspirou o filme de Hitchcock, Bundy, um político que quase se tornou presidente, Kemper, que tinha um QI superior ao normal, o palhaço assassino, um louco, um caso não resolvido, entre outros. |