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Pátria minha foi uma
telenovela
brasileira, produzida e exibida pela
Rede
Globo entre
18 de julho de
1994 e
11 de março de
1995, para a faixa das 20
horas com 203
capítulos. Foi escrita por
Gilberto Braga e dirigida por
Dênis Carvalho. Co-direção de
Roberto Naar.
Trama
Alice, uma
estudante idealista, presencia um atropelamento causado por Raul
Pellegrini, um
empresário inescrupuloso, arrogante e prepotente, e é pressionada a
testemunhar a favor dele. A partir do momento em que ela se recusa a aceitar
as tentivas de
suborno, estabelece-se o principal
conflito
da história.
Lídia Laport, a mãe
de Rodrigo, o namorado de Alice, abomina a
pobreza.
Através de golpes e armações, ela se aproxima de Teresa, a
mulher de
Raul Pellegrini, com a intenção de acabar com o seu
casamento
de 39 anos e
tornar-se a nova senhora Pellegrini.
Enquanto isso, Pedro Fonseca regressa ao Brasil depois de longa temporada
como
imigrante nos
Estados Unidos, encontrando o
pai e os irmãos
vivendo em uma
favela. Com o apoio de Alice, ele lidera uma revolta contra Raul
Pellegrini, que ordenara a desocupação do
terreno da favela em que moravam os Fonseca.
Lídia fica balançada entre uma
vida fútil, com
conforto material, ao lado de Raul, e um grande
amor sem
segurança financeira ao lado de Pedro, sua antiga
paixão.
Com Raul mora sua sobrinha Loreta, uma mulher interesseira, sustentada pelo
tio, e que vive armando planos para se dar bem, além de Gustavo, filho de
Raul, que trabalha com o pai. No
passado,
ele teve um romance com Natália Proença, que rendeu um fruto:Alice, a
principal adversária de Raul Pellegrini e também sua neta desconhecida.
Elenco
E
Participações especiais
Ibope
- A novela teve uma audiência nada espetacular, mas agradável para o
horário com média geral de 46 pontos. Apesar de ter tido uma audiência
agradável, sua antecessora
Fera
Ferida teve 10 pontos a mais que ela, com 56 pontos.
- Foi a última novela das 8 com meta de 50 pontos.
- Estreiou com 56 pontos, embalada pelo sucesso da anterior.
- Porém, devido a diversos problemas a novela caiu bruscamente no ibope.
- Seu último capítulo registrou 55 pontos, abaixo de sua estréia.
- Foi a novela das 8 de menor audiência, com 46 pontos, até 1999, quando
foi superada por Suave Veneno, que ainda ostenta o título.
Curiosidades
- Encerrando sua
trilogia
de telenovelas sobre
corrupção(as outras foram
Vale Tudo e
O Dono do Mundo), nesta o autor propõe que vale a pena viver
honestamente no Brasil.
- A súbita
gravidez
de
Carolina Ferraz impediu que ela fosse um dos vértices do
triângulo amoroso com Alice e Rodrigo.
- Numa briga com o seu então marido,
Felipe Camargo,
Vera Fischer quebrou o
antebraço esquerdo. O motivo da briga seriam
ciúmes de
Isadora Ribeiro, par romântico de Felipe Camargo na telenovela. Em dada
cena, Felipe teria beijado os
seios de Isadora. Não foi provado nada até hoje, porém. A personagem
Lídia foi, então, colocada numa clínica para fazer sonoterapia, e o
texto teve
que sofrer diversas alterações.
- Vera Fischer voltou à novela, mas não até o fim. Seus constantes
atrasos, além de outros
problemas,
levaram à sua demissão e à de Felipe Camargo. Os dois
personagens morreram para justificar o sumiço: Inácio(Felipe),
Lídia(Vera), e dezenas de hóspedes foram vítimas de um
incêndio
de um hotel,
que pertencia ao Raul Pelegrini(Tarcísio Meira). Inácio acomapanhava o casal
Albano(Pedro Cardoso) e Alice(Cláudia Abreu) num passeio de fim-de-semana e
Lídia e Simone(Lília Cabral) estavam resolvendo assuntos relacionados à
trama delas. Albano, Alice e Simone escaparam do incêndio.
- Numa cena bastante intensa, o personagem Raul Pellegrini(Tarcísio Meira)
humilha Kennedy, o submisso jardineiro
negro
interpretado por Alexandre Moreno. Revoltada com a cena, a
ONG SOS Racismo, de
São
Paulo, procurou a
Justiça
e, com uma notificação jurídica contra os responsáveis pela novela, acusou
os autores de terem criado uma cena que feria a auto-estima da comunidade
negra. Dias depois,
três novas
entidades negras ameaçaram ingressar com ação indenizatória por danos morais
e materiais contra a Rede Globo. A
polêmica só se encerrou quando a
emissora e os autores reconheceram que as pressões das
entidades
eram justas e exibiram uma cena como forma de compensação: aconselhando
Kennedy, Zilá(Chica Xavier) condena o
racismo.
-
Taís Araújo, antes de se tornar atriz, fez uma aparição rápida na
abertura de Pátria Minha.
- Devido talvez ao excesso de enfoque nos conflitos ideológicos propostos
pelo autor e também aos problemas com a produção, envolvendo intérpretes(a
gravidez
de Carolina Ferraz, as brigas do
casal Vera
Fischer/Felipe Camargo), Pátria Minha não atingiu o
sucesso
esperado.
- A
personagem Ester marcaria o regresso de Sônia Braga às telenovelas
brasileiras. Contudo, a atriz não aceitou o papel. Este acabou ficando com
Patrícia Pillar.
- Destaque para as atuações de Eva Wilma, como Tereza, e de Marieta
Severo, como a "simpática perversa" Loreta.
Premios
Trofeu Imprensa
- melhor ator-Tarcisio Meira