PAPA JOÃO PAULO II

 
João Paulo II completa 23 anos de pontificado

Em 16 de outubro de 1978, o cardeal polonês Karol Wojtyla, arcebispo da Cracóvia, tornou-se, Papa.

O pontificado de João Paulo II é um dos mais longos da história da Igreja: de fato, Karol Wojtyla celebra, nesta terça-feira, 16 de outubro, o 23º aniversário de sua eleição à Cátedra de Pedro, que teve lugar em 16 de outubro de 1978.

Apenas seis pontífices tiveram pontificados mais longos do que o de João Paulo II, dentre os quais o primeiro, de São Pedro. Neste ano, o 23º de seu pontificado, o Papa somou novos recordes aos já estabelecidos: com as visitas à Grécia, Síria, Malta, Ucrânia, Armênia e Cazaquistão, elevou a 95 o número de suas viagens internacionais a 128 diferentes nações. Percorreu mais de 1 milhão e 100 mil quilômetros: o equivalente a 27 vezes a volta ao mundo e mais de três vezes a distância entre a Terra e a Lua.

Ninguém como ele elevou tantos bem-aventurados e santos à glória dos altares: com a cerimônia de 7 de outubro, chegam a 1.272 os mártires e confessores beatificados; e a 452 os santos.

2001 foi para o Papa também o ano do oitavo Consistório: outro evento recorde. JPII criou 201 cardeais, tornando o Colégio Cardinalício atual o mais "populoso" da história, em fevereiro último, com 184 cardeais. Hoje são 179, com 68 países representados.

O Papa publicou 13 encíclicas, 12 exortações apostólicas, 11 constituições apostólicas e 40 cartas apostólicas, além de 25 cartas "motu próprio". Em suas viagens, proferiu mais de 2.320 discursos, sem contar os pronunciados nas 138 viagens italianas e nas 720 efetuadas em Roma e Castelgandolfo, entre paróquias e visitas a Universidades e outras instituições.

Em 23 anos de pontificado, realizou mais de mil audiências gerais, durante as quais, recebeu mais de 16 milhões de fiéis. JPII manteve 1.320 encontros com personalidades políticas: 39 foram as visitas oficiais de Chefes de Estado, a última das quais, em 23 de julho passado, do Presidente norte-americano, George Bush.
Fonte: Rádio Vaticano

Detalhes da vida do Santo Padre
Completa biografia de Karol Wojtyla, desde seu nascimento até sua designação como João Paulo II

Nasceu em 18 de maio de 1920 em Wadowice, sul da Polônia. Sua família estava conformada por seu pai Karol Wojityla, um militar do exército austro-húngaro, sua mãe Emíila Kaczorowsky, uma jovem siciliana de origem lituana, e um irmão adolescente de nome Edmund.

Os pais de Karol Wojtyla o batizaram a poucos dias após nascer, na Igreja de Santa Maria de Wadowice. Aos 9 anos de idade recebeu um duro golpe: o falecimento de sua mãe ao dar a luz a uma menina que morreu antes de nascer. Anos mais tarde faleceu seu irmão e em 1941 morreu seu pai.

De jovem, o futuro Pontífice mostrou uma grande inquietude pelo teatro e pelas artes literárias polonesas. Tanto, que ainda no colégio pensava seriamente na possibilidade de continuar estudos de filosofia e lingüístia polonesa, mas um encontro com o Cardeal Sapieha durante uma visita pastoral, o fez considerar seriamente a possibilidade de seguir a vocação que teria imprimido – então ainda sem revelar-se plenamente – no coração: o sacerdócio.

Ao desatar-se da Segunda Guerra Mundial os alemães fecharam todas as Universidades da Polônia com o objetivo de invadir não somente o território, mas também a cultura polonesa. Frente a essa situação Karol Wojtyla com um grupo de jovens organizaram uma Universidade clandestina, onde estudou filosofia, idiomas e literatura. Pouco antes de decidir seu ingresso ao seminário, o jovem Karol teve que trabalhar arduamente como operário em uma pedreira. Segundo relata o hoje Pontífice, esta experiência ajudou-o a conhecer de perto o cansaço físico, assim como a sensibilidade, sensatez e fervor religioso dos trabalhadores e dos pobres.

Em 1942 ingressou no Departamento Teológico da Universidade Jaguelloniana. Durante estes anos teve que viver ocuto, junto com outros seminaristas, quem foram acolhidos pelo Cardeal de Cracovia.

Em 1 de novembro de 1946, a idade de 26 anos, Karol Wojtyla foi ordenado sacerdote no Seminário Maior de Cracovia e celebrou sua primeira Missa na Cripta de São Leonardo, na Catedral de Wavel. Em pouco tempo obteve a licenciatura de Teologia na Universidade Pontifícia de Roma Angelicum e mais adiante se doutorou em Filosofia. Durante algum tempo se desempenhou como professor de ética na Universidade Católica de Dublin e na Universidade Estatal de Cracovia, onde interatuou com importantes representantes do pensamento católico polonês, especialmente da vertente conhecida como “tomismo lublinense”.

Em 23 de Setembro de 1958 foi consagrado Bispo Auxiliar do Administrador Aposstólico de Cracovia, Monsenhor Baziak, convertendo-se no membro mais jovem do Episcopado Polaco. Participou no Concílio Vaticano II, onde participou ativamente, especialmente nas comissões responsáveis de elaborar a Constituição Dogmática sobre a Igreja Lúmen Gentium e a Constituição conciliar Gadium et Spes. Durante estes anos, o então Bispo Wojtyla combinava a produção teológica com um intenso labor apostólico, especialmente com os jovens, com quem compartilhava tanto momentos de reflexão e oração como espaços de distração e aventura ao ar livre.

No dia 13 de janeiro de 1964 faleceu Monsenhor Baziak, pelo que Monsenhor Wojtyla ocupa a sede de Cracovia como titular. Dois anos depois, o Papa Paulo VI converte Cracovia em Arquidiocese. Durante esse tempo como Arcebispo, o futuro Papa caracterizou-se pela integração dos leigos, nas tarefas pastorais, na promoção do apostolado juvenil e vocacional, a construção de templos, apesar da forte oposição do regime comunista, a promoção humana e formação religiosa dos trabalhadores e o alento do pensamento e as publicações católicas.

Em maio de 1967, aos 47 anos de idade, o Arcebispo Wojtyla foi criado Cardeal pelo Papa Paulo VI. Em 1974 o novo Cardeal ordenou a 43 novos sacerdotes, na ordenação sacerdotal mais numerosa, que terminou a Segunda Guerra Mundial.

Em 1978 morre o Papa Paulo VI e é eleito o novo Papa: o Cardeal Albino Luciani, de 65 anos, quem tomou o nome de João Paulo I. o “Papa do Sorriso”, sem embargo, falece aos 33 dias de sua nomeação. Em 15 de outubro de 1978, logo de uma nova conclave, o Cardeal polonês Karol Wojtyla é eleito como o sucessor de São Pedro, rompendo com a tradição de mais de 400 anos de eleger Papas de origem italiano. Em 22 de outubro de 1978 foi investido como Sumo Pontífice, assumindo o nome de João Paulo II.
Vaticano abre visitação ao túmulo de João Paulo II
Quando as portas da Basílica de São Pedro foram abertas à visitação, nesta quarta-feira, mais de mil fiéis já faziam fila para ver o corpo do papa João Paulo II, que está na Gruta do Vaticano.

A visitação foi liberada às 7h desta quarta-feira (2h no horário de Brasília). Os primeiros fiéis já esperavam pela oportunidade de prestar suas homenagens ao papa morto desde as 4h da manhã.

Não é permitido aos visitantes levar flores para depositar no túmulo de João Paulo II. O Vaticano teme que, com a grande quantidade de fiéis, a Gruta acabe inundada.

A maior parte das pessoas na fila era de grupos de turismo em férias ou de italianos aguardando para visitar a tumba antes de ir para o trabalho.

Mas os números eram muitos menores do que as multidões da semana passada que foram ver o corpo do papa na basílica.