Segundo o experimento, as pessoas tendem a achar que o número de
calorias depende da qualidade e não tanto da quantidade
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Quase não houve diferença no peso estimado, embora a altura das modelos
tivesse uma variação de até 25 centímetros. Em vez de levar em consideração o
dado sobre a altura, os estudantes prestaram atenção apenas na silhueta das
modelos.
Outro grupo de estudantes recebia refeições e tinha que dizer quantas calorias
os pratos continham. A comida era exatamente a mesma, a única diferença estava
no tamanho das porções. Assim como no experimento com as mulheres, os
participantes atribuíram o mesmo número de calorias para pratos de tamanhos
diferentes. Ou seja, eles pensavam mais na qualidade do que na quantidade de
alimento na hora de atribuir calorias.
O estudo sugere que há situações em que informações cruciais para compreender
determinado fato são subestimadas ou ignoradas, como a altura das modelos ou o
tamanho das porções de uma refeição.
Segundo os pesquisadores, essa "falha" teria relação com a maneira como o
nosso cérebro evoluiu, evitando que precisássemos parar para pensar
conscientemente em todas as situações. Quando vemos o semáforo, sabemos
simplesmente que é para seguir.
Segundo o principal autor do estudo, o psicólogo Andrew Geier, esses atalhos
ajudariam a economizar espaço em nossa consciência. Em compensação, diz ele,
pode ser a explicação para o fato de quase 70% da população norte-americana
estar acima do peso.
A pesquisa foi publicada na edição de junho do periódico "Journal of
Experimental Psychology: Applied".