| Por Carolina Tavares |
| Foto: Arquivo |
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Tudo começou em fevereiro de 1988. Cabelos soltos, uma boa maquiagem e lá
estava ela: a jogadora de basquete Hortência posando nua para a Playboy.
Com 1,73m, ela foi considerada um das piores capas da publicação. Ainda no
universo dos esportes, a jogadora de vôlei Ida posou em setembro de 1996, e
também figurou na lista das piores.
A jogadora de vôlei Virna, 35 anos, medalha de bronze nas Olimpíadas de Sydney e
Atlanta no vôlei de quadra com a seleção feminina, também recebeu o convite, mas
preferiu ficar de fora da empreitada.
"Já surgiram alguns convites ao longo da minha carreira. O último foi no final
do ano passado, depois que troquei o vôlei de quadra pelo de praia. Não aceitei
entre outras coisas, por causa do meu filho Vitor, de 15 anos. Ele foi contra e
decidi acatar a vontade dele. Não acho que interferiria negativamente na minha
carreira porque faria um ensaio de bom gosto e alto nível. Tudo depende de como
você faz as fotos", explica.
De qualquer forma, a bola da vez é da bandeirinha Ana Paula Oliveira, convidada
a fazer fotos para Playboy após ser afastada da primeira divisão. Ela foi
punida em um jogo da Copa do Brasil entre Botafogo e Figueirense, por ter
anulado dois gols legítimos do Botafogo. A punição foi apitar jogos da quarta
divisão. Essa, no entanto, não foi a primeira vez em que a morena, de 1,73m
posou para uma revista. Em 2005, ela fez um outro ensaio sensual, para a VIP.
Com um pouco mais de roupa, mas ainda na ala das belas moças, o time brasileiro
de softbol resolveu tentar a sorte. A idéia foi da assessora de imprensa com o
objetivo de chamar a atenção dos patrocinadores e do público em relação ao
esporte.
| Foto: Divulgação |
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| Cynthia Takahashi |
A jogadora Cynthia Takahashi é uma das sete meninas do time a participar das
fotos. Ela conta que os pais deram o maior apoio e todos ficaram felizes com o
produto final. Segundo Cynthia, a imprensa está curiosa para saber mais das
meninas e o que é o esporte. Ela acredita que tal divulgação veio através do
catálogo que criaram.
| Foto: Divulgação |
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| Márcia Mizusima |
Há dois anos e meio, as meninas estão na luta pela divulgação e, pelo que
parece, a oportunidade veio justamente em ressaltar o lado feminino do softbol.
A primeira atitude de Márcia Miyahira Mizusima ao receber o convite foi
conversar com o marido, seu "maior conselheiro", mas diz ter feito pelo esporte.
"As sete meninas toparam fazer as fotos pelo Softbol, para promover o esporte
totalmente desconhecido para os brasileiros. O sonho é que as garotas que irão
começar a jogar não precisem passar por tudo que nós passamos, como gastos
financeiros e falta de valorização".