Israel aceita investigação da ONU sobre ataque à frota humanitária

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FONTE:UOL 

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

Atualizado às 11h25.

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, decidiu nesta segunda-feira que o país vai cooperar com uma comissão de investigação da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre o ataque israelense contra uma frota humanitária, em 31 de maio passado, que deixou nove ativistas turcos mortos.

O secretário-geral, Ban Ki-moon, anunciou mais cedo uma comissão de quatro membros, entre eles um israelense e um turco, para investigar o ataque contra a frota que queria furar o bloqueio à faixa de Gaza. O grupo vai começar a trabalhar em 10 de agosto e entregar um relatório em meados de setembro.

A medida parece ser um esforço de Israel para reatar os laços com a Turquia, rara aliada muçulmana na região que retirou seu embaixador de Israel e cancelou os exercícios militares conjuntos. O país exige uma investigação internacional, além de um pedido de desculpas, indenização às vítimas e a devolução da embarcação.

Os navios com ajuda humanitária navegavam rumo a Gaza para tentar romper com o bloqueio imposto por Israel contra o governo do grupo islâmico radical Hamas. Os passageiros afirmam que os israelenses dispararam sem qualquer tipo de provocação.

Uma investigação do Exército de Israel acusa os militares de fracassarem no planejamento e na análise de dados de inteligência, mas os exonera de negligência no assassinato de nove ativistas turcos.

O relatório divulgado no último dia 12 mantém a versão israelense de que os militares estavam se defendendo do ataque dos ativistas pró-palestinos. Segundo partes do relatório divulgadas para a imprensa, os turcos foram mortos depois de ameaçarem com facas e paus os comandos israelenses que invadiram o Mavi Marmara. Israel já havia alertado os barcos que usaria força caso insistissem em furar o bloqueio de Gaza.

O relatório aponta que os militares erraram ao subestimar o potencial da resistência dos ativistas a bordo, mas diz que não havia outro meio de impedir que o navio entrasse em Gaza. O relatório não pediu ainda qualquer ação disciplinar contra os oficiais.

A comissão israelense, contudo, tinha como objetivo esclarecer os fatos e não atribuir responsabilidades aos políticos e militares que tomaram as decisões.