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Irã insiste em realizar pesquisa nuclear |
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Por Parisa Hafezi TEERÃ (Reuters) - O Ministério do Exterior do Irã insistiu neste domingo no direito de realizar pesquisas com centrífugas nucleares, em ameaça que pode acabar com o acordo com a União Européia para dispersar os temores internacionais de que o Irã esteja tentando produzir armas nucleares. "A resolução ainda é insatisfatória para o Irã e alguns pontos devem ser mudados", disse a repórteres o porta-voz do Ministério do Exterior iraniano, Hamid Reza Asefi. "Sempre tivemos essa questão da pesquisa e do desenvolvimento e nunca abandonamos isso. Ela deve permanecer." Representantes da UE --França, Grã-Bretanha e Alemanha-- disseram no sábado que, se não houver um acordo para o Irã congelar partes importantes do seu programa atômico até segunda-feira, os europeus não vão bloquear o caminho para sanções da ONU contra Teerã, disseram diplomatas. O Irã prometeu do dia 14 de novembro que iria cessar todas as atividades relativas ao enriquecimento de urânio --processo que cria combustível atômico para usinas ou para bombas nucleares. Mas o Irã exigiu exceções para algumas das 20 centrífugas de enriquecimento para realizar pesquisas. Os diplomatas dizem que a ação prejudica o acordo por inteiro. "Nosso tema é o tema de como usar as 20 centrífugas e esperamos que os europeus mostrem a flexibilidade necessária a fim de chegarmos a um acordo", disse o porta-voz do Ministério do Exterior. Um diplomata europeu disse que o Irã concordou em recuar no tema das 20 centrífugas, mas exigiu em troca uma cláusula na proposta de resolução. O Irã também quer que a linguagem do texto garanta o direito do país de enriquecer urânio, disse outro diplomata ocidental. Mas um terceiro diplomata ocidental disse que as exigências iranianas são impossíveis. "O acordo pode ser quebrado", disse. O encontro da agência nuclear da Organização das Nações Unidas --AIEA-- em Viena foi adiado até segunda-feira para dar tempo de esclarecer as posições. Asefi disse esperar que as negociaçõe tenham resultado, mas ressaltou que o Irã tem pouco a temer caso o assunto seja levado ao Conselho de Segurança da ONU, onde poderiam ser adotadas sanções. "Não é o fim do mundo", disse. |