Inadimplência na compra de eletroeletrônicos é o dobro da média
SÃO PAULO - Quando compra produtos eletroeletrônicos, a possibilidade de o
consumidor não pagar a conta é maior do que a de outros produtos. Pesquisa
divulgada nesta quinta-feira (28) pela Telecheque verificou que o indicador de
cheques sem fundos no setor em maio foi de 5,53%, proporção duas vezes maior
do que o índice nacional no mesmo período, que ficou na casa de 2,72%.
Conforme a empresa, um dos fatores que contribuem para as folhas voltarem
nesse segmento é o valor das transações. Também no quinto mês do ano, a média
das compras efetuadas no Brasil foi de R$ 144, enquanto que, quando analisados
apenas os cheques direcionados a esse setor, a média foi superior em 32,14%,
passando dos R$ 190.
Parcelamento
"O setor de eletroeletrônicos se caracteriza como um dos mais atraentes para o
uso dos cheques no varejo, tanto em função da maioria das compras serem
parceladas, como pela liberdade na escolha de prazos e o valor das parcelas",
explica José Antônio Praxedes Neto, vice-presidente da Telecheque.
Por dispor de produtos com valor de venda mais alto, a opção em financiar a
aquisição também tende a ser maior. No setor, as compras parceladas com folhas
representaram 80,11% do total, superando a média nacional (73,28%).
"Por este motivo, tanto os consumidores como os lojistas devem ser cuidadosos
na hora de escolher a melhor forma para o fechamento do negócio, pois prazos
muito longos proporcionam mais chances para a inadimplência", finalizou
Praxedes.
Vendas
De acordo com a Associação Nacional de Fabricantes de Produtos
Eletroeletrônicos (Eletros), o segmento de eletroeletrônicos tivesse um
aumento de 8,55% nas vendas no primeiro trimestre deste ano, frente ao mesmo
período de 2006.
No período, os desempenhos mais positivos vieram dos eletroportáteis, cujas
comercializações cresceram 18,44%. O destaque foi para liquidificadores
(23,51%) e aspiradores de pó (37,04%).