Em maio, o Índice de Preços por Atacado (IPA), que representa 60% do índice
geral, expandiu-se 2,01%, bem acima da taxa de abril, de 0,65%.
Os produtos agrícolas, que tinham caído 1,19% no mês passado, avançaram agora
2,29%.
Os produtos industriais subiram mais, indo de 1,37% para 1,91%.
Dos três estágios de produção compreendidos pelo IPA, as Matérias-Primas
Brutas registraram a elevação mais marcada, de 3,38%, invertendo a direção
tomada em abril, de baixa de 0,13%. Bens Intermediários mantiveram-se na casa
de 1% de aumento, partindo de 1,72% para 1,79% entre o mês passado e o atual.
Os Bens Finais abandonaram o recuo de 0,01% anterior e marcaram neste
levantamento alta de 1,11%.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que responde por 30% do IGP-M,
verificou suavização na trajetória de crescimento, saindo de 0,76% em abril
para 0,68% este mês. Influenciou neste resultado o comportamento do grupo
Habitação, que foi de 0,38% para 0,02%, com destaque para o item tarifa de
eletricidade residencial (0,41% para -2,02%). Em sentido inverso, Alimentação
teve leve expansão, de 1,77%, após apurar 1,76% de alta em abril.
O Índice Nacional do Custo da Construção (INCC), representativo de 10% do
indicador total, subiu para 1,10% em maio, passando o 0,82% do mês
antecedente. A taxa de Materiais e Serviços foi de 0,82% para 1,23%. O
indicador referente à Mão-de-Obra cresceu 0,96% contra 0,82% de abril. Este
avanço foi conseqüência de reajustes salariais ocorridos nas cidades de
Brasília, Fortaleza, Goiânia e São Paulo, explicou a FGV em nota.
O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês
anterior e 20 do mês de referência.