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Um grupo radical iraquiano anunciou neste sábado num vídeo o seqüestro do engenheiro brasileiro contratado pela construtora Odebrecht e dado por desaparecido esta semana no Triângulo Sunita, coração da insurgência no Iraque. O grupo admite ainda ter assassinado outro brasileiro. A gravação, divulgada pela televisão por satélite Al-Jazira, não exibia imagens do refém, mas mostrou uma carteira de identidade com o nome de João José Vasconcelos Júnior, de 55 anos. Com o documento apareciam várias cédulas, algumas jordanianas, de euros e várias de dólares, além da carterira de identidade de um segundo brasileiro. A fita de vídeo mostrava quatro homens mascarados, um dos quais lendo um comunicado, mas seus comentários estavam inaudíveis. O refém não apareceu na filmagem. A rede árabe não mencionou nenhuma exigência feita pelo grupo, que sequestrou e libertou um jornalista francês em abril de 2004. No vídeo, o seqüestrador informava que o engenheiro brasileiro tinha sido capturado em um ataque conjunto lançado pela Brigada dos Mujahedin (Combatentes islâmicos) e de Ansar al-Sunna, organização vinculada à rede terrorista Al Qaeda. Na gravação não fica claro, no entanto, se o engenheiro está seqüestrado ou foi assassinado. O comando militar americano no Iraque noticiou na quarta-feira passada a morte de um britânico e seu motorista iraquiano depois de um ataque dos insurgentes a seu comboio na estrada do norte do Iraque. Ambos caíram em uma emboscada perto de uma central elétrica na qual trabalhavam, segundo o comandante Neal O'Brian, porta-voz das forças americanas destacadas na próxima província de Tikrit. Fontes da polícia iraquiana informaram, por sua vez, sobre a suposta captura na mesma região e no mesmo dia de um engenheiro brasileiro, cuja desaparecimento tinha sido denunciado pela Odebrecht, uma construtora com sede em São Paulo. O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, informou que está em
contato com a construtora Odebrecht. Os embaixadores brasileiros próximos à
região onde ocorreu o seqüestro tentam confirmar a veracidade das
informações contidas no vídeo, disse Amorim. |
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| Reuters |
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