O GRITO 2 (The Grudge 2, EUA, 2006)  

Em Tóquio, a jovem Aubrey (Amber Tamblyn) é exposta à maldição do primeiro filme, de 2004, a mesma que afetou sua irmã, Karen (Sarah Michelle Gellar). A força sobrenatural une uma série de personagens que, no passado, haviam tomado contato com ela.

 

 
 
Diretor:  Takashi Shimizu
Elenco:  Sarah Michelle Gellar, Edison Chen, Amber Tamblyn, Arielle Kebbel, Jennifer Beals, Sarah Roemer, Takako Fuji.
Produção:  Takashige Ichise, Robert G. Tapert
Roteiro:  Takashi Shimizu, Stephen Susco
Fotografia:  Katsumi Yanagishima
Trilha Sonora :  Christopher Young
Duração:  105 min.
Ano:  2006
País:  EUA
Gênero:  Terror
Cor:  Cor
Distribuidora:  Paris Filmes
Estúdio:  Columbia Pictures Corporation/ Ghost House Pictures/ Mandate Pictures/ Vertigo Entertainment
Classificação:  14 anos
Estréia:  12/10/2006

O GRITO 2
 


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Takashi Shimizu está novamente no comando de O Grito 2, mantendo a mesma característica do primeiro, não só no visual, mas também na forma como desenvolve o roteiro. Uma coisa é certa: a seqüência é melhor que o anterior. Mesmo assim, ainda não é o suficiente para ser considerado um ótimo filme de terror. Seguindo o mesmo caminho de O Chamado 2, esta produção possui revelações importantes para compreender as maléficas intenções da assombração Kayako Saeki (Takako Fuji).

Em O Grito 2, três histórias acontecem ao mesmo tempo. Aubrey Davis (Amber Tamblyn) viaja para Tóquio para encontrar sua irmã, a sobrevivente Karen (Sarah Michelle Gellar) que está internada em um hospital, acusada de ter provocado o incêndio que resultou na morte de seu namorado. Aubrey conhece o jornalista Eason (Edison Chen), que lhe ajudará a revelar os mistérios que envolvem a casa mal-assombrada pelos espíritos de Kayako e do pequeno Toshio (Ohga Tanaka).

Allison (Arielle Kebbel) mora há seis meses em Tóquio, mas ainda não fez nenhuma amizade. Para entrar na turma de Vanessa (Teresa Palmer) e Miyuki (Misako Uno), ela está disposta a fazer qualquer coisa, até mesmo enfrentar os mistérios da casa. Trish (Jennifer Beals) acaba de se mudar para o apartamento do namorado e pai do pequeno introvertido Jake (Matthew Knight) e da adolescente Lacey (Sarah Roemer). O caçula começa a perceber que coisas estranhas acontecem no vizinho e parecem estar se espalhando pelo prédio inteiro. Inicialmente, essas três histórias parecem não ter ligação, mas mostram que as paredes da casa não são mais suficientes para isolar a maldição.

Já são muitos os fãs do cineasta Shimizu, que acompanham todos os seus trabalhos como Almas Reencarnadas. Essas pessoas podem ficar tranqüilas, pois não irão se decepcionar. O diretor continua usando os sustos e aparições sobrenaturais para criar o clima de tensão tão comuns nos filmes do gênero. Mesmo quem não gostou de O Grito, poderá saciar algumas curiosidades sobre a história, que vai muito além do assassinato cometido pelo marido ciumento de Kayako. Quem não assistiu ao primeiro, aconselho que vá até a locadora, pois O Grito 2 é seqüência direta e não volta a mencionar pontos importantes abordados no anterior.

O cenário está mais sombrio, os espíritos mais presentes, o roteiro tem mais conteúdo, o clima está mais tenso. Porém, novamente o terror foi deixado de lado. Assustar-se com uma cena não é o mesmo do que sentir medo e, nesse caso, nem mesmo uma criança ficaria aterrorizada com este filme.

Agora, uma boa notícia para os amantes de filmes de terror japoneses: mais uma vez, O Grito 2 deixa espaço para uma possível continuação.