GREVE DA VASP
Funcionários da Vasp decidiram entrar em greve pela segunda
vez em uma semana. Após a paralisação de 24 horas em 22 de setembro, os
aeronautas irão permanecer parados por dois dias, na terça e quarta-feira, em
protesto à falta de pagamento de salários. Segundo a presidente do Sindicato
Nacional dos Aeronautas, Graziela Baggio, cerca de 90% dos funcionários da
companhia em São Paulo decidiram pela paralisação.
Graziela avalia que a nova greve pode acelerar o processo de deterioração da
saúde financeira da companhia. "Não tenho dúvidas que a Vasp pode seguir o mesmo
caminho da Transbrasil", disse, ao comentar o encerramento das operações da
Transbrasil por falta de recursos para o abastecimento das aeronaves. Segundo
Graziela, já há alguns problemas para a compra de combustível na Vasp. "Não
entregam se o pagamento não for em cash (dinheiro)", diz.
A categoria espera que a paralisação sensibilize as autoridades. Na terça-feira,
funcionários farão protesto em frente ao Palácio dos Bandeirantes, sede do
governo paulista, o segundo maior acionista da companhia aérea. Também "estão
ansiosos", disse a sindicalista, para que o governo federal faça uma intervenção
na empresa. "Para a regularização e uma posterior auditoria da companhia", diz.
O sindicato de Graziela representa os funcionários que trabalham no ar, como
comissários de bordo, pilotos, comandantes e mecânicos de vôo.
PAGINA ANTERIOR
HOME