Governo mexicano soma 22 mortes por gripe suína, mas diz que pico já passou

Publicidade
da Folha Online

O governo do México confirmou neste domingo o registro de três novas mortes ocasionadas pela nova gripe suína --cujo nome oficial é influenza A (H1N1). Com isso, sobe para 22 o total de mortes confirmadas no país. O total de casos confirmados está em 568. Nenhum dos dois números consta do balanço da OMS (Organização Mundial de Saúde), segundo o qual o país possui, confirmados, 506 casos e 19 mortes. Em todo o mundo, conforme a organização, há 898 casos da doença.

Segundo o ministro da Saúde do México, José Ángel Córdova, 70% das mortes confirmadas envolvem pessoas com idades entre 20 e 55 anos e 74% eram mulheres. O maior número de mortes aconteceu na capital Cidade do México, 16; seguido pelo vizinho Estado do México, 4, Oaxaca, 1, e Tlaxcala, 1.

"O pico, em nível nacional, foi entre 23 e 28 de abril", afirmou o ministro em uma entrevista, na qual reiterou a importância de os mexicanos"não baixarem a guarda".

Neste domingo, o governo mexicano começou a divulgar uma série de dicas de prevenção que deverão ser aplicadas em restaurantes e centros de trabalho e no transporte público ao final do feriadão decretado pelas autoridades. As dicas consistem em evitar o contato direto entre pessoas, aglomerações, lavar as mãos e manter a higiene em geral, basicamente.

Outros avanços da gripe suína anunciados neste fim de semana que não foram reconhecidos pela OMS são dois casos confirmados em El Salvador e e um caso confirmado na Colômbia.

Conforme a OMS, os EUA estão logo atrás do México na contagem de casos, com 226 confirmados e uma morte --de um bebê mexicano, durante uma passagem pelo Estado americano do Texas.

Outros países com casos confirmados, de acordo com o balanço da OMS, são Canadá (85), Espanha (40), Reino Unido (15), Alemanha (8), Israel (3), França (2), Áustria (1), China --em Hong Kong-- (1), Coreia do Sul (1), Costa Rica (1), Dinamarca (1), Holanda (1), Irlanda (1), Itália (1), Nova Zelândia (1) e Suíça (1).

No Brasil, há 15 casos suspeitos da doença. Os casos estão em São Paulo (6), Rio (3), Minas (3), Mato Grosso do Sul (1), Espírito Santo (1) e Distrito Federal (1).

México

Depois de anunciar que o pico da transmissão da gripe suína já passou, o governo do México disse esperar anunciar, em breve, a retomada da normalidade. Desde a semana passada, as aulas em todo o país foram suspensas, o que afetou 33 milhões de estudantes, e os serviços não-essenciais do governo foram encerrados.

Na Cidade do México, todos os eventos de massa foram cancelados, e seus mais de 35 mil restaurantes só podem vender comida em domicílio, permanecendo fechados, assim como bares, discotecas, zoológicos e museus, entre outros. O pânico criado pela nova doença foi ainda mais cruel com o turismo, pois provocou cancelamentos de voos, cruzeiros e viagens, além da saída de milhares de turistas.

Calma

O Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC, na sigla em inglês) também foi a público neste domingo afirmar que a epidemia de gripe suína não é mais tão ruim quanto parecia. "Constatamos sinais alentadores", disse o diretor dos CDC, Richard Besser, durante entrevista ao canal de TV Fox.

"Devemos colocar as coisas em perspectiva. A gripe sazonal que nos afeta todos os anos mata 36 mil pessoas nos EUA. [...] No caso da gripe suína A/H1N1, é alentador constatar que este vírus atualmente não parece mais severo que uma cepa de gripe sazonal."

"Não constatamos ainda uma transmissão sustentável fora do continente americano", disse Michael Ryan, diretor da Rede Mundial de Alerta e Ação em Epidemia (GOARN) da OMS.

Com Efe e France Presse