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O ministro da Cultura, Gilberto
Gil, chegou esta semana a Pequim com a missão de estreitar o
intercâmbio cultural entre a China e o Brasil. Gil irá participar do 7
Encontro Anual da Rede Internacional de Políticas Culturais, que
reunirá representantes do setor cultural de 30 países na sexta-feira
em Xangai. No evento deverá ser feito um rascunho de consenso sobre
proteção à diversidade cultural, tema a ser discutido num encontro
mundial da Unesco em 2005.
Na China, que é vista como
epicentro da pirataria internacional, o ministro vai defender a
flexibilização – ou o abrandamento – das leis de propriedade
intelectual que regem as relações comerciais e culturais entre os
países.
- As empresas tratam a
propriedade intelectual cultural como uma questão de polícia. Mas a
pirataria tem outras raízes – defendeu Gil.
Para o ministro brasileiro, não
basta apenas que se considere a questão do lucro com a criação. É
preciso verificar outros aspectos da produção cultural, como os
econômicos e os ideológicos.
- A China e o Brasil estão entre
os países que mais copiam no mundo porque há uma questão econômica
forte. Com a população ganhando tão pouco, um livro, um filme ou um CD
não pode ser muito caro. E a indústria precisa se convencer de que a
idéia do mundo tecnológico é universalizante. As novas tecnologias
criadas têm como base difundir produtos e idéias da forma mais rápida
e barata e a indústria precisa se adaptar a isso fabricando cultura a
preços mais baixos e com políticas de inclusão – declarou ele.
Gil contou que se associou, há dois meses, em companhia do cantor
David Byrne, a um grupo criado por advogados das universidades de
Stanford e Harvard chamado "Creative Commons". O grupo prega regras
menos rígidas para a propriedade intelectual no âmbito da cultura e
está montando um banco de dados com doações artísticas de vários
países para serem compartilhados gratuitamente.
Época Online,
com informações de O Globo
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