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Família de
Serginho veta velório em São Caetano
Da Redação
Em São Paulo
A família do zagueiro Serginho,
que morreu na noite desta quarta-feira depois de sofrer uma parada
cardíaca na partida do São Caetano contra o São Paulo, vetou a
possibilidade de um velório na cidade do ABC Paulista.
A expectativa dos dirigentes do clube é de que o corpo de Serginho fosse
levado para a cidade, onde seria velado no ginásio municipal.
Na manhã desta quinta-feira, a diretoria do São Caetano foi ao Centro de
Verificação de Óbitos do Hospital das Clínicas, em São Paulo, onde está
o corpo do jogador, para discutir com familiares a possibilidade.
No entanto, os parentes de Serginho vetaram a realização de um velório
no ABC. Por volta das 11h, o corpo foi liberado pelo Hospital das
Clínicas e levado ao aeroporto de Congonhas.
Cerca de 300 pessoas estavam presentes no local e aplaudiram a saída do
corpo do jogador.
Um avião fretado decolou por volta das 12h30 levando o corpo do zagueiro
à cidade de Ipatinga, em Minas Gerais. Em seguida, por carro, irá a
Coronel Fabriciano, onde o atleta começou sua carreira.
A data e horário do sepultamento do zagueiro do São Caetano ainda não
foi confirmada. Ele deverá ser enterrado na tarde de hoje ou na manhã de
sexta-feira.
A informação inicial é de que 23 membros, entre dirigentes e jogadores
do São Caetano, estarão presentes no enterro do jogador.
De acordo com a assessoria de imprensa do São Caetano, o resultado da
autópsia, que definirá a causa da morte do zagueiro, só será revelado
depois de ser autorizado pela família de Serginho, o que não aconteceu
até o momento.
Mal súbito
Serginho desmaiou em campo aos 14min do segundo tempo da partida, que
foi suspensa pelo árbitro Cléber Wellington Abade quando ainda
apresentava o placar de 0 a 0. O término da partida ainda não tem data
marcada. E a CBF já desmarcou a partida contra o Paraná, que seria
disputada no domingo, no estádio do São Caetano.
Serginho sentiu-se mal dentro da área. Sozinho, ele caiu no gramado do
Morumbi, sendo imediatamente atendido pelos jogadores de ambas as
equipes. Às pressas, os médicos dos dois clubes tentaram reanimar o
atleta, fazendo massagem cardíaca e respiração boca-a-boca.
O jogador, que completou 30 anos de idade no último dia 19, foi levado
ao hospital São Luiz, em São Paulo, dando entrada às 22h05 e tendo como
horário de morte 22h45.
Entre seus amigos, os primeiros a chegar ao hospital foram os volantes
Claudecir e Magrão, do Palmeiras, que jogaram com ele no São Caetano, e
o zagueiro Gustavo, que estava suspenso para esse jogo contra o São
Paulo.
Depois, chegaram ao hospital ex-companheiros, como Adãozinho e
Esquerdinha, que fizeram parte da "primeira geração" do São Caetano, e
colegas de outras equipes, como os meias palmeirenses Pedrinho e Corrêa.
Todos os atletas se mostravam atônitos com a situação.
A torcida são-paulina, adversária de Serginho nesta quarta, também
participou da homenagem, passando pelo hospital com um ônibus, com
torcedores gritando o nome dele.
A notícia triste e definitiva, porém, chegava à imprensa às 22h57, por
meio do presidente do São Caetano, Nairo Ferreira de Souza. "Aconteceu o
pior, não tem o que fazer". Serginho era casado com Liliane e tinha um
filho de mesmo nome que o seu, Paulo Sérgio, de 4 anos de idade.
Homenagem
O site oficial do São Caetano coloca em sua página principal uma foto e
uma homenagem ao jogador:
"Serginho
Que sua alma descanse em paz.
Obrigado por tudo. Saudades, Amigo !!!
Diretoria, atletas, funcionários e amigos do São Caetano"
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