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Estado de Arafat piora e ele pode ser transferido para hospital
Por Mohammed Assadi
RAMALLAH, Cisjordânia, 27 de outubro (Reuters) - A saúde do presidente
palestino Yasser Arafat piorou na quarta-feira, e uma ambulância entrou às
pressas em seu quartel-general na Cisjordânia, disseram fontes médicas e
testemunhas.
A Rádio Israel disse que Arafat estava insconsciente, mas uma importante
autoridade palestina afirmou que isso não era verdade.
As autoridades palestinas vêm insistindo em dizer que Arafat se recupera de
problemas estomacais, mas o líder não aparece em público há dias, o que
alimentou especulações sobre a gravidade de seu problema.
A ambulância levou três médicos ao complexo em ruínas em Ramallah na
quarta-feira. Arafat vem sendo mantido isolado ali há mais de dois anos e
meio por forças israelenses.
"Seu estado de saúde piorou e há planos de transferi-lo para o hospital em
Ramallah", disse uma fonte médica à Reuters.
Uma autoridade israelense de primeiro escalão disse que o governo de Ariel
Sharon deu permissão para que Arafat deixe seu quartel-general para se
tratar onde quiser.
"Ele pode ir para se tratar onde quiser, dentro ou fora do país", disse a
autoridade, ressaltando que Israel não garante a volta do líder palestino, o
que seria "um assunto separado depois que ele se recuperar".
O porta-voz de Arafat, Nabil Abu-Rudeineh, disse a repórteres que equipes
médicas do Egito e da Jordânia devem chegar a Ramallah na quinta-feira.
"O presidente precisa de mais tempo para descansar por causa da exaustão",
disse Abu Rudeineh.
As dúvidas sobre a saúde do líder de 75 anos são mais uma preocupação além
das que já existem, com a possibilidade de caos nos territórios palestinos.
Ele é um elemento aglutinador e não há nenhum sucessor evidente. Já havia
sinais de desunião e desordem entre os palestinos, depois de quatro anos de
levante contra a ocupação israelense.
Testemunhas no quartel-general de Arafat disseram que o primeiro-ministro
Ahmed Qurie e seu antecessor, Mahmud Abbas, haviam entrado no local.
Arafat foi submetido a uma endoscopia na segunda-feira por causa de dores no
estômago. Autoridades palestinas afirmaram que o exame não detectou
problemas graves, mas o presidente continuou fraco.
O ministro das Relações Exteriores, Nabil Shaath, disse que a possibilidade
de câncer de estômago foi descartada.
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