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Espelho Mágico foi uma
telenovela brasileira produzida pela
Rede
Globo e exibida de
14 de
junho a
5
de dezembro de
1977, às 20 horas.
Foi escrita por
Lauro César Muniz, dirigida por
Daniel Filho(que acumulou a direção geral),
Gonzaga Blota e Marco Aurélio Bagno e contou com 149
capítulos.
Sinopse
A telenovela retrata o dia-a-dia de um grupo de
pessoas
ligadas ao meio artístico e seus
problemas
pessoais, suas
crises, seus sucessos e fracassos.
Diogo Maia e Leila Lombardi são um
casal de atores
famosos por seu
trabalho
na TV. Mas sua
relação
tem que enfrentar a oposição de Beatriz,
filha
adolescente do primeiro
casamento
de Leila, que quer a
mãe ao lado do pai,
o
dramaturgo Jordão Amaral.
Atualmente eles são os astros da novela Coquetel de Amor, escrita
por Jordão, em sua estréia como
novelista, e dirigida por João Gabriel. No elenco, também está a
atual mulher
de Jordão, a veterana atriz Nora Pelegrini, que já não se contenta mais
em ser uma coadjuvante. Nora voltava à carreira de
sucesso
interrompida com o casamento com Jordão. Ela, que no
passado
sempre ganhara papéis de
protagonista, retornava em papel secundário.
Enquanto muitos brilham como astros, outros lutam para conseguir lugar
nesse tão disputado mundo, como a
jovem e ambiciosa atriz Cynthia Levy, que lançava mão de todos os
recursos para se projetar;a ex-Miss
Brasil Diana Queiroz, que iniciou a carreira em filmes de forte
apelo popular
e quer dar uma nova guinada em sua carreira profissional;os jovens atores
Nestor Rey, vindo do interior para tentar a
sorte no
Rio de Janeiro, e Paulo Morel, que ganha impulso em sua carreira ao
ser chamado às pressas para substituir um dos protagonistas da
peça Cyrano
de Bergerac, adaptada pelo dramaturgo Gastão Cortez e estrelada por
Diogo Maia.
Outros trocam a
vida artística pelo casamento tranquilo, como Bruna Maria, que
havia abandonado a carreira de atriz em troca do casamento com o
empresário Nelson Novaes e não suportava mais a vida doméstica.
Outros insistem em velhas fórmulas de sucesso, como Carijó,
comediante popular na
época das
companhias de
teatro de revista, que perdeu o lugar com a chegada da televisão, mas que
ainda mantinha a dupla cômica com a filha Lenita em
espetáculos simplórios.
Outros lados do universo dos espetáculos são abordados por meio das
profissões:o
jornalista Edgar Rabelo, colunista da
revista
Magia, especializado na cobertura do mundo artístico, que usa de vários
artifícios para entrevistar os atores, além de algumas vezes escrever
matérias
bombásticas sobre televisão;o
dublador Vicente Drumond;e a
bailarina Luisa Barbosa.
Mas, assim como todo mundo, essas
celebridades do mundo artístico têm seus problemas pessoais, suas crises,
seus sucessos e fracassos.
Elenco
Trilha sonora
Nacional
- "S' Wonderful" -
João Gilberto
- "Maninha" -
Miúcha,
Tom Jobim e
Chico Buarque
- "Cantando" -
Paulinho da Viola
- "Tigresa" -
Gal Costa
- "A Cara do Espelho" -
Naila Skorpio
- "Vai Levando" -
Miúcha e
Tom Jobim
- "Sonhos de Um Palhaço" -
Antônio Marcos
- "Ombro Amigo" -
Leci Brandão
- "Valsa" -
Tom Jobim
- "Sem Essa" -
Jards Macalé
- "Aprender a Nadar" -
Marlui Miranda
- "Lamento" -
Dilermando Reis
Internacional
- "Love's Melody Theme" -
Larry & Jannie
- "I Remember Yesterday" -
Donna Summer
- "So Mamy Tears" -
Dave Ellis
- "Yes Sir, I Can Boogie" -
Baccara
- "Daybreak" -
Randy Bishop
- "Trouble Maker" -
Roberta Kelly
- "J'aime" -
Jean Piérre Posit
- "C'est La Vie" -
Emerson, Lake & Palmer
- "Ma Baker" -
Boney M.
- "Love So Right" -
Bee Gees
- "Flying High" -
Tony Stevens
- "Never Get Your Love Behind Me" -
The Faragher Brothers
- "Let's Get It On" -
East Harlem
- "How Wonderful To Know" -
B & C
A trilha internacional contém também as músicas da trilha sonora
internacional de "Coquetel de Amor".
Trilha sonora de "Coquetel de Amor"
- "Baile de Máscaras" -
Guilherme Arantes
- "Uno Mundo" -
Chico Batera
- "Renascendo Em Mim" -
Don Beto
- "Bandido Corazón" -
Ney Matogrosso
Curiosidades
- Para interromper o processo de que os artistas são
mitos
inalcançáveis, a novela procurava mostrar o outro lado de cada astro ou
estrela, isto é, eles são no dia-a-dia apenas pessoas. Ainda, a
interdependência entre o artista e a
arte, e também
o mundo dos espetáculos que esses artistas levam ao público.
- As chamadas promocionais da novela já deixavam bem claras as intenções
do autor: "Espelho Mágico, revelando para você a vida de um famoso
casal de televisão; o aparecimento de um novo
autor de
novelas; de um velho cômico do teatro de revista; a
ambição
de uma jovem atriz; o
fracasso
de uma outra e daquela que abandonou a carreira por um bom casamento. Você
vai conhecer a
verdade
de uma bailarina; de um jornalista; de uma
vedete de
teatro. Tudo o que você sempre quis saber sobre a vida no teatro,
cinema e
TV. Espelho Mágico, onde a vida imita a arte".
- Para expor a
idéia, a história foi dividida em
dois níveis
distintos:a
realidade
cotidiana e a arte através dos espetáculos.
- Uma das novelas mais controvertidas da
televisão. Ganhou destaque mais pelos comentários que suscitou do que
pela
audiência conseguida. Seu ponto de partida foi a criação ilimitada, uma
vez que foi enriquecida com depoimentos dos artistas escalados, que falaram
da sua vida
profissional, problemas de trabalho, de
relacionamento.
- Com esse material, Lauro César Muniz fundiu na novela aspectos
intimamente ligados entre
ator e
personagem da sua história, como, por
exemplo,
a representação de Glória e Tarcísio como um casal famoso pelos trabalhos na
TV. Todavia, assim que a narrativa aborreceu determinada parte dos
telespectadores, a novela voltou-se quase que exclusivamente aos
problemas de cada um, esquecendo-se da proposta inicial. A crise conjugal
dos protagonistas, motivados por Beatriz, filha de Leila, chegou a ser o
centro da novela. Sorte de Lídia Brondi, que se revelou uma ótima atriz.
- No elenco, os atores-personagens de Espelho Mágico, como Diogo
Maia e Leila Lombardi, misturavam-se a atores reais, como Bibi Vogel, que
atuava na peça Cyrano de Bergerac, e Nelson Caruso, Jorge Botelho e
Maria Lúcia Dahl, que estavam na novela fictícia Coquetel de Amor.
Enquanto Daniel Filho dirigia Espelho Mágico, seu personagem João Gabriel
dirigia Coquetel de Amor.
- Alguns jornalistas se sentiam agredidos na figura de Edgar Rabelo(Carlos
Eduardo Dolabella), especializado na cobertura do mundo artístico, por usar
de vários artifícios para entrevistar os atores, além de algumas vezes
escrever matérias bombásticas sobre televisão. De quebra, Edgar era
colunista da revista Magia, e rapidamente a revista Amiga, uma
das pioneiras sobre televisão, considerou que tanto o jornalista como a
revista eram uma provocação à revista da realidade.
- Na impossibilidade de bradar um
palavrão mais cabeludo, Sônia Braga acabou fazendo o maior sucesso cada
vez que sua personagem, Cynthia Levy, dizia "Pomba!".
- A estrela
pornô
Sylvia Kristel, de passagem pelo
Brasil,
acabou gravando uma participação especial.
- Primeira novela global de Tony Ramos e Vera Fischer.
- Como o elenco reunia muitos grandes astros da TV (e mesmo Tony Ramos,
que estreava na
emissora,
já era famoso por seus trabalhos na
TV Tupi),
optou-se por apresentar os créditos, para que não houvesse guerra de egos,
em
ordem alfabética. Ainda, a abertura não apresenta os créditos de
direção, talvez para evitar que o nome de Daniel Filho aparecesse duas
vezes.
- Lima Duarte foi muito elogiado por sua atuação como Carijó, o cômico
decadente. No final o personagem teve um final feliz, passando a ter um
papel no
programa
humorístico A Praça da Alegria, que na época era exibido pela TV
Globo, aos
domingos.
- A atriz Cláudia Celeste estreava na TV nessa novela, como uma amiga de
Cíntia Levy. Mas foi retirada do elenco quando descobriram que a atriz era
do
sexo masculino.
Onze anos
depois, em 1988,
a
Rede Manchete aproveitou-se exatamente do mesmo fato para divulgar a
novela
Olho por Olho, como a primeira a ter um
travesti nos papéis príncipais.
- Bandido Corazón, o tema de abertura da novela Coquetel de Amor,
seria o tema de abertura da vetada Despedida de Casado, de Walter
George Durst, que foi substituída pela novela
Nina,
estrelada por
Regina Duarte.
- Primeiro Cristiano da carreira de Tony Ramos. O segundo seria na
regravação de
Selva de Pedra.