O IPM investigou a conduta de dois policiais militares acusados por Roberto Bussamra, pai do atropelador, de terem pedido R$ 10 mil para que o filho fosse liberado, mesmo com o carro totalmente destruído. Rafael Mascarenhas andava de skate no Túnel Acústico, na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro, no dia 20 de julho, quando foi atropelado. Ferido com gravidade, ele ainda foi levado para o hospital Miguel Couto, mas morreu cerca de cinco horas depois.
De acordo com o tenente-coronel Lima Castro, relações públicas da PM, os dois policiais ainda vão ter que prestar esclarecimentos ao conselho de disciplina da PM e podem ser expulsos da corporação. O IPM já está com a auditoria da Justiça Militar e, em caso de condenação, os dois podem pegar até oito anos de prisão.
Encaminhado para a 1ª Central de Inquéritos do Ministério Público, o IPM pode levar Roberto Bussamra e os dois PMs a serem denunciados pelo MP e julgados pela Justiça comum.
A Polícia Civil ainda investiga o caso e espera entregar suas conclusões até o dia 20 de agosto. Um laudo apresentado à delegada da 15ª DP (Gávea), Bárbara Lomba, apontou que o carro de Rafael Bussamra estava a 100 km/h quando atropelou Rafael Mascarenhas. A reconstituição mostrou que o filho de Cissa Guimarães foi jogado a uma distância de 50 m.
Rafael Bussamra pode ser indiciado por homicídio culposo (sem intenção de matar) ou doloso (com intenção), além de fuga, corrupção ativa (caso seja comprovado o pagamento de propina) e omissão de socorro. Só por homicídio, a pena pode chegar a 20 anos.