Empregado obrigado a segurar tartaruga ganha indenização

Da Redação
Em São Paulo
  • Você já sofreu danos morais no ambiente de trabalho?

  • Carregar uma âncora de 20 quilos, pendurar fantasmas na mesa da equipe de vendas de pior resultado, segurar uma tartaruga e desfilar com um objeto de plástico na cabeça, semelhante a um monte de fezes. Essas eram algumas das "brincadeiras" a que um empregado de uma distribuidora de bebidas era submetido e o que levaram a pedir indenização por dano moral.

    A Justiça do Trabalho condenou a empresa, a distribuidora Bebidas Real São Gonçalo, em sentença de primeiro grau, ao pagamento de R$ 20 mil, correspondente a dez vezes o salário que pagava ao empregado.

    A empresa recorreu, mas o Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (RJ) não só manteve a sentença como aplicou multa por litigância de má-fé (uso da Justiça para fins ilícitos) e determinou que ela pagasse, também, os honorários advocatícios.

    A empresa recorreu ao Tribunal Superior do Trabalho, contestando o pagamento dos honorários, mas o relator da matéria, ministro Aloysio Corrêa da Veiga, rejeitou o recurso.


    As informações são do Tribunal Superior do Trabalho