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DEU A LOUCA NA CHAPEUZINHO

Por Celso Sabadin
criticas@cineclick.com.br
Não nego que fiquei desconfiado quando soube da produção de um
desenho animado em longa-metragem que iria satirizar a clássica
história de Chapeuzinho Vermelho. Achei a idéia um pouco “Shrek”
demais. E afinal, quem seriam estes irmãos Cory e Todd Edwards,
praticamente estreantes, para roteirizar e dirigir um projeto no
altamente competitivo mundo da Pixar, DreamWorks e companhia? Por
isso, quando vi o filme pronto, a surpresa foi das melhores:
Deu a Louca na Chapeuzinho traz um roteiro inteligente e
bem-humorado, num ritmo ágil e esperto que agrada tanto aos
adultos como às crianças.
Tudo começa quando Chapeuzinho, desconfiada das feições grosseiras
da “Vovó” (na verdade, o Lobo Mau, já vestido de “vovozinha”),
trava aquele conhecido diálogo do conto clássico sobre que olhos
tão grandes, que boca tão grande, etc. A menina, que de boba não
tem nada, ao perceber o golpe do Lobo, arma o maior barraco na
casa da Vovó, ao mesmo tempo em que a velhinha sai amarrada de
dentro do armário e um lenhador (sim, um lenhador, e não um
caçador) espatifa a janela da casa e entra aos berros. Resultado:
todo mundo pra delegacia. A partir daí, o detetive Bill (um sapo)
ouve atentamente o depoimento de cada um dos envolvidos, que vão
contar a sua versão de como tudo chegou até aquele ponto. As
conclusões serão das mais divertidas.
Trabalhando com modesto orçamento de US$ 15 milhões
(principalmente para um desenho animado de longa-metragem), o
filme é um grande sucesso nos EUA, onde já faturou mais de US$ 50
milhões. Claro, a segunda parte já está sendo produzida. |