da RMC fecham o cerco ao combustível adulterado
Lei em comum cassa licença de funcionamento em toda a região de estabelecimentos flagrados

EPTV Campinas  

 

02/05/2005 19:29 - Cidades da Região Metropolitana de Campinas (RMC) estão fechando o cerco contra a adulteração de combustível. Dos 19 municípios, 7 já aprovaram leis municipais que prevêem a cassação da licença de funcionamento. Campinas foi a primeira cidade a aprovar projeto de combate à adulteração, o que reforça lei estadual semelhante, que cassa a inscrição estadual de postos, distribuidoras e revendedoras que adulterarem combustíveis.

 

A proposta para uma lei comum na RMC está em estudo pela Associação das Câmaras Municipais, que reúne presidentes dos legislativos. Segundo o presidente da associação, Maurício Barone, a idéia é aprovar um projeto único nas 19 cidades. Em um dos artigos, o projeto de lei prevê que o empresário flagrado com combustível adulterado não poderá abrir nova empresa do gênero em qualquer um dos municípios da RMC.

 

Pelo projeto, a fiscalização dos postos, revendedores e distribuidores ficaria a cargo dos próprios municípios. No caso da lei campineira, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) participa na elaboração dos laudos técnicos sobre a qualidade do combustível.

 

A iniciativa agradou sindicado dos postos de combustíveis e à polícia. De acordo com Emílio Martins, presidente do Sindicato de Revendedores de Combustíveis de Campinas e Região (Recap), as leis municipais serão excelente ferramenta já que este tipo de crime não é localizado em um único município. Já para o delegado Tadeu Brito de Almeida, da delegacia especializada de Paulínia, as leis poderão coibir ainda mais o crime.

 

Nos três primeiros meses deste ano, a ANP coletou 4,5 mil amostras de combustíveis no Estado de São Paulo. Na gasolina, foram encontradas 419 amostras adulteradas, o que representa 9,17%; para o álcool, o índice foi de 8,59% e o diesel teve adulteração em 7,43% das amostras.