PORTO ALEGRE - Estádio Olímpico
O Corinthians não teve forças para reagir. Em campo, contra o Grêmio, havia uma equipe esfacelada, que atrasou o início da partida em 20 minutos e tomou um gol de bola parada ainda nos primeiros segundos da decisão.
No Olímpico, o Corinthians apresentou o último capítulo de uma história que começou muito antes, quando acreditou no dinheiro fácil de Kia Joorabchian.
E a conta chegou quase três anos depois, com a ruptura da parceria e a descoberta do assalto que a antiga diretoria comandou nas contas do clube.
No gramado, o Corinthians foi o resultado de tudo isso.
Nelsinho escalou Fábio Ferreira, Zelão e Betão como zagueiros; Moradei, Bruno Otávio e Vampeta como volantes; Carlos Alberto e Éverton Ribeiro nas alas.
Coube a Lulinha levar a bola para Clodoaldo, mas o time tremeu.
A camisa pesou demais. Sem Finazzi era pedir muito. Mesmo assim, a equipe chegou ao empate, aos 30 minutos, com Clodoaldo.
Com o passar do tempo, o Grêmio se acomodou diante de um resultado que rebaixava o rival, o mesmo que em 1995, aqui mesmo no Estádio Olímpico, ganhou o título da Copa do Brasil.
No segundo tempo, Nelsinho colocou em campo os meias Aílton e Éverton, além
do atacante Arce. Nada mudou.
A queda era uma das possibilidades. Agora é realidade.