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As Forças Armadas dos EUA, deparando-se com dificuldades para recrutar novos membros, serão menos exigentes ao selecionar soldados, permitindo a entrada de pessoas com mais idade e tolerando candidatos que tenham cometido pequenas infrações, disseram oficiais na quinta-feira. Tentando suprimir a carência de mão-de-obra, os militares norte-americanos também dificultaram o processo de expulsão de soldados devido ao consumo de álcool ou drogas, por excesso de peso ou a uma "performance insatisfatória", revelou um memorando recente. "Somos parte das Forças Armadas que estão em guerra e o número crescente de problemas com soldados em unidades de treinamento e em bases militares é um motivo de muita preocupação", afirmou o documento. Essas mudanças aparecem no momento em que as Forças Armadas enfrentam dificuldades para recrutar novos soldados, em parte devido à guerra no Iraque, e que se reestruturam para aumentar o número de brigadas de combate. O Exército regular não consegue atender sua meta de conscritos há quatro meses e corre o risco de não atingir a meta anual pela primeira vez desde 1999. O tenente coronel Bryan Hilferty, um porta-voz das Forças Armadas, afirmou em um comunicado que os militares selecionariam 300 dos soldados atualmente em serviço e 300 civis com formação superior, de até 42 anos, para entrar na Escola de Oficiais Cadetes. A escola forma segundo-tenentes, o oficial de patente mais baixa do Exército dos EUA. A idade média dos que se formam no programa de 14 semanas de treinamento da escola é de 27 anos. Até recentemente, candidatos com mais de 30 anos precisavam de uma autorização especial para ingressar na instituição. Um memorando de 25 de maio também recomendou que os comandantes não levem em conta "ofensas civis ou militares" que poderiam desqualificar um candidato. Segundo Hilferty, porém, "crimes graves não seriam tolerados". "Um exemplo do tipo de pequena infração a ser tolerada é a condenação por ingerir bebida alcóolica antes de completar a idade para tanto", afirmou o porta-voz. Um outro memorando, de 5 de maio, busca diminuir o número de soldados expulsos das Forças Armadas antes de terminar seu período de serviço. O documento informou aos comandantes de batalhão, responsáveis por 300 a
1.000 soldados, que eles não poderiam mais dispensar soldados porque
fracassaram "em programas de reabilitação por abuso de álcool ou drogas",
por não atender aos "padrões de massa corporal", por gravidez ou por
"performance insatisfatória". |