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A
chuva de cerca de 15 horas que atingiu a cidade de São Paulo deixou
caos na cidade e causa transtornos para os paulistanos. As zonas norte
e leste foram as mais atingidas. As duas marginais, Tietê e Pinheiros,
ficaram congestionadas e interditadas em vários trechos. O Rio Tietê
transbordou e os rios Pinheiros e Tamanduateí, que ficaram sem ter
vazão, acabaram transbordando também. Na altura da Ponte das
Bandeiras, perto do centro, a água tomou as pistas da Marginal Tietê.
Guindastes que fazem a obra de aprofundamento da calha do rio ficaram
submersos.
A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) pede que as pessoas não
saiam de carro de casa e suspendeu o rodízio de veículos. Foram
fechados os acessos à Marginal Tietê em várias pontes. Os trens da
Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) ficaram parados nas
linhas paralelas às marginais. Pelo menos 20 semáforos estão
desligados.
O temporal deixou cerca de 18 pessoas ilhadas. Quatro casas desabaram
- duas na zona sul e uma na zona leste. O Corpo de Bombeiros atendeu
53 ocorrências de enchente entre 17h de terça-feira e 8h desta quarta.
Não foram registradas mortes.
Sob a Ponte do Jaguaré, na Marginal Tietê, um grande ponto de
alagamento se formou. Pessoas passaram a noite na Marginal Tietê, na
altura da Ponte da Vila Guilherme, também por causa do alagamento.Na
zona oeste, viadutos como Pompéia e Antártica também estão
interditados.
Corpo de Bombeiros e Defesa Civil estão em alerta e as empresas de
limpeza foram convocadas pelo prefeito José Serra, que disse em
entrevista ao Bom Dia São Paulo ter dormido apenas duas horas esta
noite. Segundo o prefeito, as equipes de limpeza começarão a trabalhar
assim que as águas baixarem.
Em todo o estado, as chuvas provocaram a morte de cinco pessoas.
Cidades do ABC paulista e da região de Campinas tiveram alagamentos.
Indaiatuba, na região de Campinas, os ventos passaram de 100
quilômetros por hora, derrubaram torres de energia e deixaram a cidade
em estado de emergência. Em Capivari, uma pessoa morreu, atingida por
uma viga desprendida durante o temporal.
Segundo o prefeito José Serra, a chuva desta quarta-feira foi a maior
pelo menos desde janeiro de 2002, com 72,4 mm.
- Temos de torcer para que tenha rebaixamento das águas. A chuva foi
inusitada - disse Serra.
A Climatempo prevê que a chuva fraca que ainda cai sobre a cidade
permaneça até perto da hora do almoço. O temporal, segundo a
meteorologista Patrícia Madeira, foi resultado de uma frente fria que
já segue para o Rio de Janeiro. Há previsão de chuva forte nesta
quarta nas cidades da divisa com o sul de Minas, na Serra da
Mantiqueira e em pontos do Vale do Paraíba. Na capital, segundo ela, a
chuva deve parar à tarde.
Chuva forte causa transtornos no Rio
A chuva intensa na manhã desta quarta-feira
atrapalha o transito na cidade. Vários acidentes já foram registrados
na Rodovia Presidente Dutra, no trecho do Sul Fluminense. Os
motoristas precisam redobrar a atenção para evitar acidentes, uma vez
que as pistas estão escorregadias e há bolsões de água em diversos
pontos.
O comandante das unidades especializadas do Corpo de Bombeiros,
coronel Marcos Silva, informou que o corpo de bombeiros recebeu por
volta de 45 chamados para retirar árvores que caíram na Barra da
Tijuca e Recreio dos Bandeirantes. As estradas das Canoas, do Joá e de
Furnas estão interditadas. Ainda de acordo com o coronel Marcos Silva
uma rajada de vento noroeste provocou os estragos.
No Detran da Barra da Tijuca uma árvore caiu em cima de um carro. Na
Estrada do Itanhangá, em direção à Barra da Tijuca, a queda de vários
galhos de árvores na pista causa transtornos. Uma árvore caiu em cima
de um carro na Rua Prado Júnior, em Copacabana. A outra atingiu dois
carros na Rua Fonte da Saudade, na altura do número 288, na Lagoa.
Durante a manhã, o aeroporto Santos Dumont operou
por instrumentos, com visibilidade mínima. Por enquanto, não há
atrasos nos vôos. |