Neste jogo, muito difundido em São Paulo e Minas Gerais, podem participar de dois a oito jogadores, embora quatro seja o melhor número. Utiliza-se um baralho de 40 cartas, excluindo-se os 8, 9 e 10.
Nos naipes que não são trunfo, o valor das cartas é o seguinte:
Rei, Dama, Valete e Ás.
Cada jogador tira uma carta e quem ficar com a maior distribuirá as
cartas na primeira mão. O jogo e a distribuição obedecem ao sentido
anti-horário. Embaralham-se as cartas, que são dadas ao jogador da esquerda para
cortar. A seguir, a distribuição é feita de uma só vez, três cartas para cada
participante. Abre-se uma carta na mesa para determinar o trunfo. Todos pingam
para receber cartas.
O mão examina suas cartas e, se acha que poderá fazer pelo menos uma vaza,
dirá: "Carimbo", e porá um número determinado de fichas (fixado
antecipadamente). Se não tiver jogo, porá as cartas sobre a mesa, dizendo:
"Passo".
Os demais jogadores deverão se manifestar da mesma forma, na ordem. O
jogador que acompanha aquele que disse "Carimbo", diz: "Comigo", ou seja, "eu
também".
Se ninguém carimbar, o pé ganhará os pingos, sem necessidade de mostrar as
cartas.
Se a primeira pessoa a jogar tiver trunfos grande, deverá jogá-los para
tirar os trunfos pequenos dos adversários, tornando-os "paios" (o jogador não
consegue fazer vaza). O parceiro que fica paio é obrigado a pagar a entrada dos
outros companheiros na rodada seguinte.
Uma partida de Carimbo compreende três vazas. Quem carimba e ganha três
vazas recebe as fichas do pote. Se um jogador fizer duas vazas e outra fizer a
terceira, o pote é repartido proporcionalmente. Se os ganhadores forem três,
cada um receberá um terço. O pé tem o direito de trocar um dos seus trunfos pelo
trunfo da mesa, desde que não seja a Dama.
O parceiro que não tiver jogo, poderá trocar suas cartas por outras
retiradas de cima do baralho, sujeitando-se porém às que vierem.