Caça dos EUA intercepta mais um avião em Washington
 
WASHINGTON (Reuters) - Jatos militares dos Estados Unidos interceptaram um pequeno avião que invadiu o espaço aéreo restrito em torno de Washington na segunda-feira, a segunda vez em menos de duas semanas que caças afastam uma aeronave da capital do país com chamas de alerta, informaram autoridades militares e de aviação.

Ao contrário do incidente ocorrido em 11 de maio a invasão do espaço aéreo não provocou a retirada das pessoas que estavam na Casa Branca, no Capitólio (sede do Congresso) e da Suprema Corte. O incidente da segunda-feira não provocou medidas extremas de segurança em solo.

Os líderes do Senado foram notificados que um avião modelo Cessna havia invadido o espaço aéreo e quando se preparavam para deixar o prédio foram avisados que a aeronave já havia se afastado de Washington.

Testemunhas disseram que o avião sobrevoava os subúrbios de Maryland quando foi cercado por caças que deram um alerta para chamar a atenção do piloto.

Não estava claro se as más condições de tempo-- nuvens e chuva fina-- foram responsáveis pelo incidente e nem porque os militares não conseguiram contatar o piloto pelo rádio.

O Major Douglas Martin, porta-voz do Comando Conjunto da Defesa Aérea Norte-Americana, disse que dois F-16 saíram da base Andrews da Força Aérea, em Washington, e foram para Maryland interceptar a aeronave.

Martin confirmou que um dos caças soltou uma chama de alerta para chamar a atenção do piloto, que respondeu imediatamente e foi levado a pousar em Gaithersburg, Maryland.

PUNIÇÃO

Separadamente, também na segunda-feira, a Federal Aviation Administration revogou a licença do piloto que estava no comando do avião que provocou pânico na capital norte-americana em 11 de março, alegando que ele "comprometeu severamente a segurança e a proteção".

Os reguladores disseram que Hayden "Jim" Sheaffer não estava adequadamente preparado para o vôo e cometeu uma série de erros operacionais e de julgamento. O estudante de aviação, Troy Martin, que estava nos controles da aeronave, também um Cessna, não foi punido.

A atitude da FAA foi somente a segunda revogação de licença ocorrida no ano passado devido a violação do espaço aéreo de Washington, segundo os reguladores.

Sheaffer pode recorrer da decisão ou esperar um ano e tentar conseguir uma nova licença.

(Reportagem de John Crawley e Joanne Allen em Washington)