| Brasil pede na ONU o
reconhecimento de direitos de homossexuais
Nova York, 5 nov (EFE).- Brasil,
Argentina e Uruguai vão promover um ato na ONU a favor do reconhecimento
pela comunidade internacional dos direitos básicos da comunidade
homossexual, anunciou hoje a organização Human Rights Watch (HRW).
O ato foi marcado para 7 de novembro. O seu objetivo será incentivar os
Estados-membros da organização a adotar os Princípios de Yogyakarta. O
código, redigido em 2006 na cidade indonésia, recolhe os direitos
fundamentais de homossexuais e transgêneros.
Membros de ONGs, embaixadores na ONU e delegações nacionais conversarão
sobre os direitos contidos nos Princípios de Yogyakarta e os esforços para
combater a discriminação por orientação sexual, disse a HRW em comunicado.
Mary Robinson, ex-Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos
presidirá um ato paralelo sobre o mesmo tema, acrescentou a nota.
"Os Governos destes três países deram um passo à frente para demonstrar que
os direitos básicos são para todos, sem importar a identidade sexual",
opinou o diretor do programa de direitos homossexuais da HRW, Boris Dittrich.
Ele acrescentou que os Princípios de Yogyakarta "ressaltam que ninguém deve
ser vítima de violência ou de discriminação devido a quem ama".
A HRW pediu que todos os Estados-membros da ONU apóiem código, criado em
resposta aos abusos no mundo todo contra as minorias sexuais. As agressões
incluem violações, execuções extrajudiciais, torturas e discriminação,
apontaram os organizadores.
Um primeiro passo, acrescentou a organização, seria conseguir que a
homossexualidade deixasse de ser considerada ilegal nos 77 países do mundo
em que é punida. Em sete deles, os homossexuais podem ser condenados à pena
de morte.
A diretora do departamento de Direitos Humanos e Assuntos Sociais do
Ministério das Relações Exteriores, Ana Lucy Cabral, será uma das
participantes do ato, segundo a HRW. Ao seu lado estarão o diretor para
Direitos Humanos do Ministério de Relações Exteriores argentino, Federico
Villegas Beltrán, e o membro da Comissão Internacional de Juristas Philip
Dayle, entre outros. |