Brasil vence a França de virada e conquista o hexa da Liga Mundial

Da Redação
Em São Paulo

O Brasil apontava a paciência como chave para vencer a França na final da Liga Mundial. E o time precisou mesmo de muita paciência para ganhar por 3 a 2 (22-25, 23-25, 25-22, 25-23 e 15-13) e conquistar o título da competição pela sexta vez.

 

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Ricardinho e Marcelinho tiram foto após a conquista do título da Liga Mundial

Com a vitória, o Brasil manteve a hegemonia na competição. A seleção conseguiu a quarta conquista consecutiva, feito que nem mesmo a Itália multicampeã nos anos 90 obteve.

A Itália, entretanto, continua sendo a maior vencedora da Liga: tem oito títulos. Cuba, Holanda e Rússia são os outros times que já foram campeões, com uma conquista cada.

Este é o quinto título do Brasil na Liga desde que Bernardinho assumiu o cargo de treinador, em 2001. A equipe só não levantou o troféu em 2002, quando perdeu a final para a Rússia em Belo Horizonte. A outra conquista aconteceu em 1993, com José Roberto Guimarães no banco.

Para ser campeão na Rússia, o Brasil precisou se recuperar dentro da partida. Depois de uma atuação ruim nos dois primeiros sets, o time se reencontrou graças às entradas de Anderson, Murilo e Gustavo.

"Mais uma vez provamos que temos um grupo. Perdendo de 2 a 0 tivemos a lucidez de correr atrás. Corremos e ganhamos mais um título. Agora dá para comemorar", disse Giba em entrevista à Sportv.

O pódio da Liga Mundial foi completado pela Rússia, que na disputa do terceiro lugar venceu a Bulgária por 3 sets a 0.

O jogo
 

O MELHOR DA LIGA
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O ponta brasileiro Giba foi eleito neste domingo o melhor jogador da Liga Mundial de 2006. O atleta foi fundamental para a sexta conquista brasileira na competição.

O oposto Ruette foi o grande destaque da França, principalmente nos dois sets iniciais. No primeiro set, ele marcou o ponto mais importante, que deu o empate em 16-16, após bloquear, sozinho, o ataque brasileiro por duas vezes.

O set estava equilibrado, mas um ponto de saque de Samica deixou a França com dois pontos de vantagem (21-19). E foi o próprio Samica que definiu a parcial em 25-22, com um ataque de fundo.

No segundo set, o equilíbrio no marcador aconteceu até o segundo tempo técnico. Foi quando a França abriu três pontos de vantagem e obrigou o técnico Bernardinho a realizar as primeiras alterações no Brasil, com as entradas de Anderson e Murilo nos lugares de André Nascimento e Dante.

O time melhorou um pouco, mas perdeu o set após um erro de saque do levantador Ricardinho.

 

 FRANÇA X BRASIL 
55 Ataques 65
7 Bloqueios 14
6 Aces 3
40 Erros do adversário 28
108 Total de pontos 110

No terceiro set, Bernardinho colocou Gustavo na vaga de André Heller. O time, que continuou com Anderson e Murilo em quadra, finalmente começou a apresentar um pouco mais de consistência.
Com dois bloqueios seguidos, a seleção abriu três pontos de vantagem (14-11). A diferença foi suficiente para o Brasil administrar a vantagem e fechar o set em 25-22.

O Brasil continuou bem na partida. No quarto set, os ataques de Giba passaram a funcionar mais. A seleção chegou ao primeiro tempo técnico com três pontos de vantagem (8-5).

A partir daí, a seleção brasileira voltou a errar. A França chegou ao empate (17-17) em um erro de recepção de Murilo.

Mas a seleção não se descontrolou. O Brasil logo recuperou a dianteira do marcador e fechou o set em 25-23, em um erro de saque de Granvorka.

No tie-break, a França começou em vantagem após um erro de ataque de Murilo (4-2). O empate surgiu em um ataque de Granvorka para fora.

Os franceses se desconcentraram, e permitiram que o Brasil abrisse três pontos de frente (9-6). A seleção então precisou apenas administrar o placar até fechar o jogo em 15-13.

Para o técnico Bernardinho, a experiência contou a favor do Brasil.

"Começamos mal na fase final ao perder para a Bulgária. Mas fomos nos encontrando na competição. Tivemos um jogo desgastante ontem (sábado), na semifinal contra a Rússia, principalmente no terceiro e no quarto sets. Talvez isso tenha influenciado no nosso mau início hoje. Enfrentamos uma França que vinha jogando um excelente voleibol e mais uma vez o grupo foi fundamental, como sempre acontece nessas situações. Conseguimos vencer principalmente por causa da nossa experiência neste tipo de partida", disse o treinador.

Após a partida, a seleção repetiu a mesma comemoração que virou marca registrada da equipe: o 'peixinho' coletivo de todos os jogadores na quadra.