Bovespa sofre tombo de quase 3% e fica abaixo dos 64 mil pontos

 
Da Redação
Em São Paulo
Notícias negativas vindas do exterior contribuíram para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechar em forte queda nesta quinta-feira.

O Ibovespa, principal indicador das ações brasileiras, recuou 2,89%, a 63.946,92 pontos.

Apesar de ter caído abaixo dos 64 mil pontos, a perda da Bolsa só não foi mais brusca em razão das ações da Petrobras, que operaram quase todo o dia em campo positivo devido ao preço do petróleo, que chegou a passar dos US$ 140.


No câmbio, o dólar comercial subiu 0,69% e fechou vendido a R$ 1,602, voltando a ficar acima de R$ 1,60.

Preocupações no exterior
O banco de investimento americano Goldman Sachs divulgou um relatório prevendo novas baixas contábeis do Citigroup e do Merrill Lynch relacionadas à crise de crédito nos Estados Unidos. Por sua vez, o Wachovia, também dos EUA, reduziu as previsões de ganhos do Goldman Sachs.

A fabricante de produtos esportivos Nike apresentou previsões de resultados que desagradaram os investidores. E o banco belga-holandês Fortis anunciou redução nos dividendos e uma emissão de ações para garantir sua solvência.

"Com tanta notícia ruim, a Bovespa está dançando conforme a música que toca nas bolsas lá de fora", disse Carlos Alberto Ribeiro, diretor da Novação Distribuidora.

Indicadores
O evento mais importante do dia na agenda dos investidores, a divulgação da pesquisa final sobre o PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos no primeiro trimestre, não trouxe surpresa. A expansão da economia americana foi de 1% no período, exatamente como analistas previam. O levantamento prévio havia indicado crescimento de 0,9%.

O Federal Reserve (banco central americano), no entanto, fez uma afirmação que repercute no mercado. O vice-presidente da instituição disse que as autoridades monetárias no mundo devem ter cuidado com a inflação. Os investidores encararam a decisão como um claro sinal de que, na próxima reunião, o Fed deve aumentar os juros.

Ainda, o indicador de preços preferido pelo Fed foi revisado para cima. Trata-se do índice de preços dos gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) descontando alimentos e energia.

No Brasil, o principal indicador divulgado nesta quinta-feira foi a pesquisa mostrando que o desemprego caiu para a sua segunda menor taxa já registrada desde o início da série, iniciada em 2002.

Os dados, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostraram também que a região metropolitana de São Paulo puxou a queda na taxa e que o setor de construção civil foi o que verificou maior aumento do emprego.

A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) anunciou que o INA (Indicador de Nível de Atividade) industrial paulista recuou 2,4% em maio, considerando os ajustes sazonais do período.

Já as vendas reais da indústria paulista ampliaram-se 3% de abril para maio deste ano, sem considerar ajuste sazonal. Na comparação com maio do ano passado, as vendas expandiram-se 5,2%.

(Com informações de EFE, Reuters e Valor Online)