São Paulo - Depois de acumular mais de 7% de alta em abril até ontem, A
Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) fechou esta terça-feira aos 63.825,74
pontos, em queda forte de 2,82%, a maior perda porcentual desde 19 de março
passado (-5,01%)
Com o desempenho do dia, a Bovespa diminuiu os ganhos acumulados em abril a
4,69% e inverteu novamente o desempenho de 2008: agora tem perda de 0,09%. O
volume financeiro negociado no dia totalizou R$ 5,12 bilhões.
No câmbio, o
dólar comercial subiu 0,95%, vendido a R$ 1,705, voltando a fechar acima
de R$ 1,70 após três semanas abaixo do patamar.
Na Bolsa, os investidores domésticos em ações aproveitaram a cautela nos
Estados Unidos por causa da reunião do Federal Reserve (Fed, banco central dos
EUA) amanhã e engataram uma forte realização de lucros.
Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones fechou em baixa de 0,31%, aos 12.831,9
pontos, e o S&P recuou 0,39%, mas o Nasdaq subiu 0,07%.
Os investidores pisaram no freio por lá diante da expectativa com o resultado
da reunião do Fed, amanhã.
O mercado dá praticamente como certo mais um corte de 0,25 ponto porcentual na
taxa básica do juro americana, mas teme que esse seja o último. Isso acenderá
o sinal amarelo sobre os índices inflacionários.
Essa expectativa com o encontro do Fed serviu também de justificativa para a
desvalorização dos metais básicos e para o petróleo, impactando as blue chips
(ações de primeira linha) Vale e Petrobras na Bovespa.
Petrobras PN despencou 3,97% e Vale PNA recuou 2,47%. Os indicadores
divulgados nos EUA hoje também não vieram bons - mostraram queda na confiança
do consumidor e declínio recorde nos preços de residências em cidades
americanas -, o que favoreceu o sinal negativo predominante da sessão, lá e
cá.
Nesta quarta, o mercado só deve ganhar vida depois das 15h15 (de Brasília),
que é o horário previsto para o Fed anunciar sua decisão.
Se o BC americano permitir, é possível que os patamares perdidos hoje pela
Bovespa sejam recobrados, mas a cautela é o que deve mesmo predominar, visto
que na quinta-feira o mercado aqui estará fechado por conta do feriado e a
agenda lá fora será importante.
(Claudia Violante)