| Desábato chega à Argentina após dois dias de agonia
no Brasil
Da Redação
Em São Paulo
O zagueiro Leandro Desábato, que
ficou preso no Brasil por cerca de 40 horas acusado de crime de injúria,
com agravante em discriminação racial contra o atacante Grafite, do São
Paulo, desembarcou em Buenos Aires no fim da noite desta sexta-feira.
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| Argentino Desábato
deixa o 13º DP na tarde desta sexta-feira em São Paulo |
Ele chegou ao país com uma parte do elenco do Quilmes, entre eles o
técnico Gustavo Alfaro e o goleiro Marcelo Pontiroli, que voltou a
lamentar o fato ocorrido após a vitória do São Paulo por 3 a 1 no
Morumbi. "Foi algo preparado e político", disse.
Desábato foi detido assim que acabou a partida entre São Paulo e Quilmes,
na quarta-feira, pela Libertadores. Ao receber voz de prisão do delegado
Osvaldo Gonçalves, o jogador teve de prestar um depoimento em uma
delegacia do Butantã, na zona Oeste de São Paulo, por causa de uma
queixa prestada por Grafite.
Então, ficou preso por duas noites até que fosse paga uma fiança de R$
10 mil para a conseqüente concessão de um alvará de soltura. Desábato
foi liberado para ir para a Argentina, mas terá de voltar ao Brasil para
responder a um processo.
A atitude de Desábato, flagrada por câmeras de TV que o mostraram-o
chamando Grafite de "negro" -com o intuito de ofendê-lo-, custou ao
zagueiro argentino a expulsão da Copa Libertadores da América, conforme
declaração do presidente da Conmebol, Nicolás Leoz.
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