À polícia, pilotos da TAM atribuem acidente do vôo 3054 à pista


da Folha Online
da Agência Brasil

A Polícia Civil de São Paulo ouviu nesta terça-feira dois pilotos que haviam conduzido, nos dias 15 e 16, o mesmo Airbus-A320 que se chocou com o prédio da TAM Express após pousar em Congonhas, no dia 17. Cerca de 200 pessoas morreram.

Segundo o delegado Antônio Carlos Menezes Barbosa, do 27º DP, ambos disseram que o avião estava em boas condições e atribuíram o acidente à pista do aeroporto --que havia sido reformada recentemente.

Os pilotos teriam dito ainda que é possível pousar o avião com um só reverso funcionando. O equipamento serve para ajudar a reduzir a velocidade. Depois da tragédia, a TAM admitiu que a aeronave tinha um defeito no equipamento.

Dois técnicos da Infraero --estatal que administra os aeroportos do país-- também foram ouvidos na delegacia. Eles afirmaram que fizeram uma "inspeção ocular" da pista, ou seja, sem nenhum aparelho.

O objetivo da inspeção era determinar se a pista deveria ser fechada, o que ocorre sempre que a lâmina d'água no asfalto tem mais de três milímetros de profundidade. Segundo Barbosa, os dois contrariaram os pilotos. "Segundo o relato deles, não havia lâmina de água na pista."