| Antonio Carlos
Magalhães morre aos 79 em SP
Da Redação
Em São Paulo
| ANTONIO CARLOS MAGALHÃES |
Então governador da Bahia, ACM encontra o presidente Figueiredo,
em 1980
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O senador ACM e seu filho, o deputado federal Luís Eduardo
Magalhães, em 1995
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ACM em encontro com o presidente da Câmara, Michel Temer, o
presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, e o ministro
do STF, Celso de Mello, em 1998
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Após a renúncia ao Senado em 2001, ACM retornou à Casa nas
eleições de 2002
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No lançamento do partido Democratas, antigo PFL
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O senador Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA) morreu nesta sexta-feira em
Sâo Paulo, de acordo com anúncio de médicos do Incor, onde o político estava
internado. ACM, 79, morreu "em decorrência de falência de múltiplos órgãos
secundária à insuficiência cardíaca", disse a assessoria de imprensa do
hospital.
O corpo de ACM será velado no Palácio da Aclamação, e o enterro vai ser
realizado no cemitério Campo Santo, ambos em Salvador.
O ex-presidente do Senado Federal e, por conseqüência, ex-presidente do
Congresso Nacional, havia sido internado no dia 13 de junho para tratar de
problemas cardíacos e renais.
O senador já havia sido hospitalizado outras vezes neste ano, apresentando
quadro de insuficiência cardíaca. Em março, ele esteve internado com quadro
infeccioso decorrente de pneumonia e disfunção renal.
Apesar de enfrentar o ocaso em seus últimos momentos -seu grupo político,
que manteve o poder por quase duas décadas na Bahia, foi derrotado nas
eleições de outubro de 2006 -, Antonio Carlos Peixoto de Magalhães foi um
dos mais influentes nomes do cenário político brasileiro nas últimas quatro
décadas, e manteve-se como força atuante em governos dos mais variados
matizes ideológicos, desde o regime militar instituído em 1964.
Nascido em 4 de setembro de 1927 e médico por formação, ACM pode ter seu
ingresso na vida política atribuído à atuação como líder estudantil,
primeiro no ginásio e depois na Universidade Federal da Bahia, onde foi
presidente do Diretório Central de Estudantes.
Filiado à UDN (União Democrática Nacional), foi eleito deputado estadual em
1954 e por três vezes deputado federal, em 1958, 1962 e 1966. Em 1967, já
ligado à Arena (Aliança Renovadora Nacional), partido de base do governo
militar, assumiu a prefeitura de Salvador.
Em seguida, ACM exerceu o cargo de governador da Bahia em três
oportunidades. Os dois primeiros mandatos, por indicação do regime militar,
foram de 1971 a 1975 e de 1979 a 1983. O terceiro viria pela escolha
popular, em eleições diretas, de 1991 a 1994.
Esteve ainda à frente da Eletrobras (Centrais Elétricas Brasileiras S.A), em
1975, nomeado pelo então presidente da República Ernesto Geisel, e do
Ministério das Telecomunicações, durante o governo de José Sarney.
Em 1994, foi eleito para a primeira legislatura como senador pelo Estado da
Bahia. Presidiu a Casa entre 1997 e 2001. Em 30 de junho de 2001, durante as
investigações sobre sua conduta no episódio da quebra do sigilo do painel
eletrônico do Senado, viu-se obrigado a renunciar ao mandato, em uma
estratégia para manter os direitos políticos e retornar ao circuito nas
eleições do ano seguinte.
O principal revés de ACM, no entanto, ocorreu em 21 de abril de 1998, com a
morte de seu filho, o deputado federal Luís Eduardo de Magalhães, vítima de
um infarto aos 43 anos.
ACM manteve-se ativo e teve seu campo de influência renovado com as eleições
de 2002, quando foi eleito novamente ao Senado. Ele ainda contribuiu para a
chegada do aliado Paulo Souto ao governo da Bahia, e de Antonio Carlos
Magalhães Neto à Câmara Federal.
Em 2003, ACM esteve envolvido em novo escândalo. Dessa vez, foi acusado de
utilizar a estrutura da Secretaria de Segurança Pública da Bahia para
realizar escutas telefônicas ilegais contra seus desafetos políticos. Após a
abertura de inquérito pela Polícia Federal e da denúncia oferecida pela
Procuradoria Geral da República, o caso acabou arquivado pelo STF (Supremo
Tribunal Federal).
Nas eleições de 2006, foi duplamente derrotado. Nacionalmente, seu candidato
Geraldo Alckmin não conseguiu impedir a reeleição de Lula; regionalmente,
ACM viu o aliado Paulo Souto perder um novo período à frente do governo
estadual baiano, ainda no primeiro turno, para o petista Jaques Wagner.
Com sua morte, aos 79 anos, ACM será substituído pelo filho, Antonio Carlos
Magalhães Júnior, que assume a vaga como suplente durante o restante do
mandato no Senado, até 2011. |