25/07/2008 - 14:43 -
Órfãos de histórias de Fox Mulder e Dana Scully, sucesso dos anos de 1990, têm
nos cinemas a chance de reencontrar mistérios e teorias de conspirações. O
segundo filme da série de tevê, “Arquivo X – Eu quero acreditar” estréia entre
dramas e aventuras infantis.
David Duchovny e Gillian Anderson conduzem a história do novo “Arquivo X”,
dirigido por Chris Carter, autor da série da tevê, que também assina parte do
roteiro. Mas agora, tanto Mulder quanto Scully deixaram a polícia federal, mas
como têm experiências com histórias pra lá de estranhas, acabam aceitando e se
envolvendo na busca por uma agente desaparecida.
Billy Connolly faz um padre que, além do gosto por coroinhas, e já expulso da
igreja, é a peça-chave da trama pelas visões que tem e que vão ajudar na busca.
Como se vê, o filme reúne todos os ingredientes, da ciência à paranormalidade,
que conquistou a legião de fãs e garantiu suas nove temporadas na tevê.
Julie Christie vive o drama de uma doença degenerativa em “Longe Dela”, drama de
Sarah Polley, baseado em conto de sucesso. Ao lado de Gordon Pinsent, vive a
esposa que começa a apresentar sintomas do Alzheimer que colocará à prova o amor
do casal.
De esquecimentos leves a situações de perda total de referências, o casal vê o
drama provocado pela doença aumentar até o ponto em que a esposa se esquece do
marido e nutre um amor por outro interno de uma clínica para vítimas de doenças
degenerativas.
Outro drama das salas é o brasileiro “Era uma vez...”, de Breno Silveira, que
teve primeira exibição no Festival Paulínia de Cinema. Com as mãos de Domingos
Oliveira no roteiro, é um drama shakesperiano, a la Romeu e Julieta, em pobreza
e riqueza substituem a disputa meramente familiar. A posição social se antepõe à
vida de um jovem favelado que se apaixona por uma jovem de família rica.
Thiago Martins faz Dé, jovem que mora no Cantagalo, no Rio de Janeiro, onde viu
um de seus irmãos ser morto pelo tráfico e outro expulso da comunidade. Decidido
a não se render ao crime, trabalha em um quiosque em Ipanema, onde conhece a
jovem, mas sofre as conseqüências das diferenças sociais, uma tragédia que não
deve em nada ao romance shakesperiano.
O ex-cantor do Joy Division, Ian Curtis, é retratado na cinebiografia “Control”
(ou “Controle – a vida de Ian Curtis”, como o filme por vezes é apresentado), do
diretor de Anton Corbijn. Curtis entrou para o rol de estrelas do pop que
encerraram a carreira ainda jovem – suicidou-se aos 23 anos. O filme mostra seus
últimos anos de vida.
Em Campinas, no Paradiso, estréia ainda “Partículas Elementares”, um drama
alemão sobre dois irmãos com personalidades muito diferentes que serão mudadas
com a descoberta de um amor - um é tímido e introspectivo e outro passa o tempo
praticando fantasias sexuais com prostitutas.
Para a sessão férias estréia “Space Chimps – Micos no Espaço”, animação sobre
macaquinhos da agência espacial dos Estados Unidos que rumam ao espaço atrás de
vida alienígena.
Com personalidades muito diferentes e “trancados” em um espaço limitado terão
que aprender a conviver um com o outro.