ABORTO CLANDESTINO NA AMÉRICA LATINA

PARTE 2

FONTE DE PESQUISA:

http://www.aborto.com/laborto2.htm

Treis tipos gerais de provedores fazem o aborto clandestino na America Latina: Médicos; enfermeiras; e pessoas sem treinamento, tais como um praticante tradicional ou a mulher grávida mesma. Comp poderia ser esperado, as mulheres de alta renda e mulheres urbanas são as que provavelmente irão a um médico, as mulheres de baixa renda poderá recorrer á qualquer dos treis tipos de provedores, e as mulheres pobres rurais comummente depende de pessoas não treinadas ou usam os metodos tradicionais que elas mesmas possam usar para induzir o aborto.14

Os procedimentos nos quais as mulheres pobres rurais dependem, muitas vezes ocorrem sobre condições perigosamente insanitárias. Estas mulheres frequentemente experimentam complicações tão sérias como hemorragia e infeção que requerem um tratamento hospitalar.

Pesquisadores estimam que nos seis países em questão, mais de meio milhão de mulheres são hospitalizadas cada ano para obter um tratamento devido a uma complicação do aborto. Se este numero fôr superimposto para toda a America Latina, (assumindo condições similares em outros países e considerando que os seis países pesquisado compreendem 70% da população total da America Latina), quase 800,000 mulheres cada ano são provável de obterem tratamento hospitalar para tratar de complicações de um aborto induzido. (Quadro 6). Estes dados expressam a necessidade de melhorar o tratamento de complicações de abortos e de reduzir suas consequencias não saudaveis.

 

Quadro 6. Abortos Perigosos
País/ano   Numero de hospitalizações
Total   555,630
Brasil, 1991   288,670
Colombia, 1989   57,680
Chile, 1990   31,930
Republic Dominicana, 1992   16,500
Mexico, 1990   106,620
Peru, 1989   54,230
America Latina*   800,000
* Estimado na assumção que estes seis países representam 70% da população da America Latina e que todos os países da região tem um nivel de hospitalização similar; arrendodado para perto dos 100,000.
 

 


 

 

O Número de Complicações diminui
 

Obviamente, quanto mais seguro fôr o procedimento do aborto usado em qualquer cenário, menos será o numero de mulheres que precisará de hospitalização. Entretanto, o numero hospitalizado também depende da disponibilidade de serviços hospitalares. As mulheres que vivem em uma area rural são menos provaveis do que as que vivem na area urbana de ter acesso ao tratamento hospitalar, mesmo sendo precisamente as que são mais provaveis de serem expostas á tecnicas não seguras, por praticantes sem treinamento e em condições anti-hegienicas.

A maioria dos profissionais de saúde acreditam que o riscos de complicações do aborto induzido são menores na America Latina hoje do que eles foram no passado. As razões para a redução do risco são que mais mulheres tem acesso á procedimentos médicos seguros, mais mulheres estão cientes da necessidade de procurar tratamento médico rapidamente quando a complicação aparece e mais praticantes — mesmos aqueles sem treinamento médicos — rotinamente prescrevem antibioticos para o seus pacientes.
 

Acredita-se que o número de mulheres hospitalizadas com uma infecção severa de ter diminuido dramaticamente como um resultado destas tendencias. Por outro lado, o crescente uso de metodos hormonal e de tecnicas como misoprostol, o qual induz forte sangramento, tem provavelmente aumentado o número de mulheres procurando tratamento para hemorragia.
 

Pesquisas comunitárias praticadas no Chile nos anos 1960, quando as condições para terminar uma grávidez eram muito menos seguras do que elas são agora, descobriram que uma em treis mulheres que tiveram um aborto induzido foram hospitalizadas. Hoje pesquisadores e profissionais médicos estimam que uma em cinco pacientes de aborto requerem hospitalização para o tratamento de complicações.15

O que conduz a Mulher a buscar um aborto ?
 

A maioria dos estudos de mulheres hospitalizadas devido a complicações relacionada com o aborto, conclui que o maior motivo que as mulheres escolhem para não conceber são que elas são incapazes por razões economicas, pessoais ou de familia, de ter ou criar a criança. Muitas das mulheres não são casadas ou tem uma relação instável. Se elas são solteiras ou muito jovens, elas provavelmente decidem que elas não podem tomar conta da criança sózinha sem suporte financeiro.
 

Mais a maioria dos pacientes acontece de serem mulheres casadas que já tem todas as crianças que elas sentem que são capazes de cuidar. As dificies condições sociais e economicas que enfrentam muito milhões de familia nas areas rurais pobres e as vastas favelas na cidades na America Latina, aumenta o desejo dos casais de terem menos crianças. O que também acontece quando aumenta o nivel de educação e o constante aumento da participação da mulher no mercado de trabalho.
 

Ainda, considerando o desejo de familias menores e pôr planejamento melhor de concepção, as mulheres nem sempre são capazes de obter controle sobre suas fertilidade. Pesquisas de mulheres na America Latina encontraram uma proporção substancial que não querem se tornar grávidas mas que não usam um metodo contraceptivo ou estão dependendo de metodos tradicionais, tais como abstinencia periodica ou retirada, as quais tem um grande número de fracasso. Estas mulheres,frequentemente caracterizadas em terem uma necessidade não atendida para a contracepção, representam de desde 17% da mulheres com idade de 15­44 em Colombia até 43% em Bolivia.16
 

Adicionalment, algumas mulheres estão tendo gravidez não planejada por causa de ignorancia sobre quando elas estão mais fertis para conceber,17 e por causa que mesmo mulheres que usam metodos efetivos de contracepção podem faze-lo irregularmente ou incorretamente.18

Pesquisas em 10 países da America Latina mostram que como um resultado de todos estes fatores, 24­65% das mulheres que tem tido uma criança nos ultimos cinco anos, disseram que elas não queriam a sua criança mais recente quando o nascimento ocorreu ou que elas não desejavam ter outra criança.mais.19
 

Combinando as estimativas do numero de abortos induzidos com pesquisas dos seis países na proporção de nascimento que não foram planejados, indicam que 60% das grávidez no Mexico terminaram em nascimentos desejados — a mais alta proporção em todos os países —e 17% terminaram como abortos induzidos. Em contraste, aproximadamente 30% de todas as gravidez nos outros cinco países terminaram em um aborto induzido.(Figura 1).

 

Figure 1

Resultado das Gravidez

Estes niveis de aborto não são unicos da America Latina: Nos Estados Unidos, por exemplo, quase 30% de todas as gravidez são resolvidas por abortos, e na China e Japão, a proporção são 30% e 25%, respectivamente.20 Entretanto, a maioria das regiões em desenvolvimento do mundo tem niveis mais baixos.
 

As mulheres usam ambos metodos de Aborto e contraceptivos
 

Embora muito pouca informação existe de dados e tendencia de abortos na America Latina, o nivel de abortos eram provavelmente muitos baixos antes dos anos 1960, quando eram poucas as tentativas de controlar o tamanho da familia e a mulher em média tinha seis ou mais filhos. Foi somente no contexto de rapidas mudanças das condições socio-economicas e o aumento da motivação das familias de atingirem um padrão de vida melhor, que as mulheres tem, um numero cada vez maior, buscado ambos o aborto e a contracepção para ajudá-las a ter uma familia menor.
 

No final de 1960 e nos anos 1970, pesquisadores argumentavam que se a prática do aborto fosse generalizada antes do uso de metodos contraceptivos se tornarem extensivos, então a incidencia de abortos permaneceria alta assim como a motivação de limitar o tamanho das familias intensificassem, mesmo enquanto a pratica contraceptiva aumentasse.21 De acordo com esta teoria, o aborto não diminuiria até que bastante anos tivessem passado para que o uso generalizado, habitual e efetivo de contraceptivos se tornar bem estabelecido em todos os niveis da sociedade.
 

Pesquisas agora existem que comparam os niveis nacional e regional de abortos e o uso de contraceptivos no Brasil, Colombia e Mexico em treis pontos no tempo: O final de 1970, os midos 1980 e o começo de 1990.22 A comparação mostra que os niveis de uso de contraceptivos aumentaram no final de 1970, o aborto tem alcançado um nivel moderado (20­30 abortos por 1,000 mulheres por ano) em todos os treis países. O aborto tiveram o seu auge na Colombia e Mexico no meio de 1980, e houve indicações de uma pequena queda em algumas areas urbanas no começo de 1990. Durante o mesmo periodo, o nivel de abortos no Brasil estavam ainda aumentando.
 

Os mais organizados programas de planejamentos familiar nacionais em Colombia e Mexico tem começado a criar uma permanente "cultura de contracepção". No Brasil, por outro lado, o tamanho de familia atual e desejado são ambos pequenos, mas não existe um programa nacional de planejamento familiar , muitas mulheres rurais não tem acesso á alta qualidade dos serviços de contracepção e muitas mulheres que obtem metodos de fontes comerciais usam eles incorretamente ou somente esporaticamente. A redução dos niveis de aborto é esperada de ser mais lenta em chegar ao Brasil do que os outros dois países.
 

O aborto não vai desaparecer
 

O aborto induzido permance uma prática generalizada na America Latina, primariamente porque o uso de contraceptivos pela mulheres não tem mantido o passo com a crescente intensidade de seus desejos de terem familias menores, um desejo provavelmente alimentado por maiores aspirações e, frequentemente por situações instaveis na familia.
 

Enquanto o nivel verdadeiro de aborto é desconhecido, é evidente que pelo menos 800.000 do estimado quatro milhões de mulheres que fazem um aborto induzido cada ano requerem hospitalização para o tratamento de complicações do aborto. Embora o numero de aborto seja menor em alguns países do que os outros, a pratica do aborto não está desaparecendo e os niveis podem ainda estar aumentando em alguns países.
 

Apesar deste cenário pessimista, aborto é provavelmente um procedimento seguro para a mulher agora do que foi no passado. Por causa do amplo uso de tecnicas médicas e o uso mais comum de antibioticos, menos mulheres da área estão sujeitas a morrerem por complicações do aborto ou de sofrerem graves consequencias de saúde, embora ambos os resultados ainda são muitos frequentes.
 

O uso melhorado de contraceptivos e serviços, podem em muito reduzir os niveis de gravidez não planejada na America Latina. Existe evidencia, por exemplo, que o numero de abortos podem estarem diminuindo em partes da Colombia e Mexico, dois países no qual o uso de contraceptivos são generalizados. Entretanto, estudos indicam que mesmo aonde o serviços de planejamento familiares são disponiveis e accessiveis, muita mulheres tem dificuldade em usar os metodos de contracepção de uma maneira consistente e eficaz, e a discontinuação e percentual de fracasso são altos.
 

Ainda mais, muitas circunstancias conspiram e tornam dificies de tomar a decisão de praticar um metodo eficaz de contracepção, especialmente para mulheres sem o apoio familiar e social. Nesta região do mundo de rápido desenvolvimento, os modelos e responsabilidades das mulheres continua a mudarem-se; a vida em grande cidades e o declinio das areas agriculas são muitas vezes precárias e a estabilidade economica elusiva; migração é vista como uma necessidade e a dissolução da familia é comum.
 

Muitas destas condições e restrições nas mulheres somente podem serem melhoradas por mudanças socio-economicas fundamentais. Entretanto os legisladores e idealizadores de programas, poderiam se concentrar em serviços que poderiam ter um impacto mais imediato na abilidade da mulher de planejar suas familias melhor e ter menos gravidez não planejada e abortos. Melhorias na disponibilidade, entrega e qualidade de serviços de contracepção e o estabelecimento de serviços de orientação e de contraceptivos em Hospitais Publicos , seriam passos diretos que poderiam ser implantados imediatamente.
 

Ao longo prazo, os governos deveriam considerar a revisão de leis que contém medidas punitivas contra as mulheres que tenham tido um aborto ilegal e melhorar os serviços para o caso das complicações decorrentes de um aborto. Ambas iniciativas estavam entre as recomendações aprovadas pela Conferencia Internacional sobre População e desenvolvimento em Cairo em 1994 e no Quarta Conferencia Mundial sobre as Mulheres em Beijing em 1995 e concordadas por quase todas as nações do mundo.
 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

14. AGI, 1994, op. cit. (see reference 12), p. 14.

15. S. Singh and D. Wulf, 1994, op. cit. (see reference 12).

16. AGI, Hopes and Realities: Closing the Gap Between Women's Aspirations and Their Reproductive Experiences, New York, 1995, appendix table 7, columns 6 and 7, p. 52.

17. Ibid., appendix table 6, column 3, p. 50.

18. Ibid., appendix table 6, column 16, p. 51.

19. Ibid., appendix table 5, columns 18 and 19, p. 49.

20. Ibid., Chart 13, p. 25.

21. M. Requena, "Condicciones Determinantes del Aborto Inducido," Revista Medica de Chile, 94:714­722, 1966; and C. Tietze and J. Bongaarts, "Fertility Rates and Abortion Rates: Simulations of Family Limitation," Studies in Family Planning, 6:114­120, 1976.

22. S. Singh and G. Sedgh, "Trends in Abortion, Contraception and Fertility in Brazil, Colombia and Mexico," International Family Planning Perspectives, vol. 23, 1997 and Deirdre Wulf wrote the text.

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