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O Número de Complicações diminui
Obviamente, quanto mais seguro fôr o procedimento do aborto usado em qualquer cenário, menos será o numero de mulheres que precisará de hospitalização. Entretanto, o numero hospitalizado também depende da disponibilidade de serviços hospitalares. As mulheres que vivem em uma area rural são menos provaveis do que as que vivem na area urbana de ter acesso ao tratamento hospitalar, mesmo sendo precisamente as que são mais provaveis de serem expostas á tecnicas não seguras, por praticantes sem treinamento e em condições anti-hegienicas.
A maioria dos profissionais de saúde acreditam que o riscos de complicações
do aborto induzido são menores na America Latina hoje do que eles foram no
passado. As razões para a redução do risco são que mais mulheres tem acesso á
procedimentos médicos seguros, mais mulheres estão cientes da necessidade de
procurar tratamento médico rapidamente quando a complicação aparece e mais
praticantes — mesmos aqueles sem treinamento médicos — rotinamente prescrevem
antibioticos para o seus pacientes.
Acredita-se que o número de mulheres hospitalizadas com uma infecção severa
de ter diminuido dramaticamente como um resultado destas tendencias. Por outro
lado, o crescente uso de metodos hormonal e de tecnicas como misoprostol, o qual
induz forte sangramento, tem provavelmente aumentado o número de mulheres
procurando tratamento para hemorragia.
Pesquisas comunitárias praticadas no Chile nos anos 1960, quando as condições para terminar uma grávidez eram muito menos seguras do que elas são agora, descobriram que uma em treis mulheres que tiveram um aborto induzido foram hospitalizadas. Hoje pesquisadores e profissionais médicos estimam que uma em cinco pacientes de aborto requerem hospitalização para o tratamento de complicações.15
O que conduz a Mulher a buscar um aborto ?
A maioria dos estudos de mulheres hospitalizadas devido a complicações
relacionada com o aborto, conclui que o maior motivo que as mulheres escolhem
para não conceber são que elas são incapazes por razões economicas, pessoais ou
de familia, de ter ou criar a criança. Muitas das mulheres não são casadas ou
tem uma relação instável. Se elas são solteiras ou muito jovens, elas
provavelmente decidem que elas não podem tomar conta da criança sózinha sem
suporte financeiro.
Mais a maioria dos pacientes acontece de serem mulheres casadas que já tem
todas as crianças que elas sentem que são capazes de cuidar. As dificies
condições sociais e economicas que enfrentam muito milhões de familia nas areas
rurais pobres e as vastas favelas na cidades na America Latina, aumenta o desejo
dos casais de terem menos crianças. O que também acontece quando aumenta o nivel
de educação e o constante aumento da participação da mulher no mercado de
trabalho.
Ainda, considerando o desejo de familias menores e pôr planejamento melhor de
concepção, as mulheres nem sempre são capazes de obter controle sobre suas
fertilidade. Pesquisas de mulheres na America Latina encontraram uma proporção
substancial que não querem se tornar grávidas mas que não usam um metodo
contraceptivo ou estão dependendo de metodos tradicionais, tais como abstinencia
periodica ou retirada, as quais tem um grande número de fracasso. Estas
mulheres,frequentemente caracterizadas em terem uma necessidade não atendida
para a contracepção, representam de desde 17% da mulheres com idade de 1544 em
Colombia até 43% em Bolivia.16
Adicionalment, algumas mulheres estão tendo gravidez não planejada por causa de ignorancia sobre quando elas estão mais fertis para conceber,17 e por causa que mesmo mulheres que usam metodos efetivos de contracepção podem faze-lo irregularmente ou incorretamente.18
Pesquisas em 10 países da America Latina mostram que como um resultado de
todos estes fatores, 2465% das mulheres que tem tido uma criança nos ultimos
cinco anos, disseram que elas não queriam a sua criança mais recente quando o
nascimento ocorreu ou que elas não desejavam ter outra criança.mais.19
Combinando as estimativas do numero de abortos induzidos com pesquisas dos seis países na proporção de nascimento que não foram planejados, indicam que 60% das grávidez no Mexico terminaram em nascimentos desejados — a mais alta proporção em todos os países —e 17% terminaram como abortos induzidos. Em contraste, aproximadamente 30% de todas as gravidez nos outros cinco países terminaram em um aborto induzido.(Figura 1).
Figure 1 |
Resultado das Gravidez |
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Estes niveis de aborto não são unicos da America Latina: Nos Estados Unidos,
por exemplo, quase 30% de todas as gravidez são resolvidas por abortos, e na
China e Japão, a proporção são 30% e 25%,
respectivamente.20 Entretanto, a maioria das regiões
em desenvolvimento do mundo tem niveis mais baixos.
As mulheres usam ambos metodos de Aborto e
contraceptivos
Embora muito pouca informação existe de dados e tendencia de abortos na
America Latina, o nivel de abortos eram provavelmente muitos baixos antes dos
anos 1960, quando eram poucas as tentativas de controlar o tamanho da familia e
a mulher em média tinha seis ou mais filhos. Foi somente no contexto de rapidas
mudanças das condições socio-economicas e o aumento da motivação das familias de
atingirem um padrão de vida melhor, que as mulheres tem, um numero cada vez
maior, buscado ambos o aborto e a contracepção para ajudá-las a ter uma familia
menor.
No final de 1960 e nos anos 1970, pesquisadores argumentavam que se a prática
do aborto fosse generalizada antes do uso de metodos contraceptivos se tornarem
extensivos, então a incidencia de abortos permaneceria alta assim como a
motivação de limitar o tamanho das familias intensificassem, mesmo enquanto a
pratica contraceptiva aumentasse.21
De acordo com esta teoria, o aborto não diminuiria até que bastante anos
tivessem passado para que o uso generalizado, habitual e efetivo de
contraceptivos se tornar bem estabelecido em todos os niveis da sociedade.
Pesquisas agora existem que comparam os niveis nacional e regional de abortos
e o uso de contraceptivos no Brasil, Colombia e Mexico em treis pontos no tempo:
O final de 1970, os midos 1980 e o começo de 1990.22
A comparação mostra que os niveis de uso de contraceptivos aumentaram no final
de 1970, o aborto tem alcançado um nivel moderado (2030 abortos por 1,000
mulheres por ano) em todos os treis países. O aborto tiveram o seu auge na
Colombia e Mexico no meio de 1980, e houve indicações de uma pequena queda em
algumas areas urbanas no começo de 1990. Durante o mesmo periodo, o nivel de
abortos no Brasil estavam ainda aumentando.
Os mais organizados programas de planejamentos familiar nacionais em Colombia
e Mexico tem começado a criar uma permanente "cultura de contracepção". No
Brasil, por outro lado, o tamanho de familia atual e desejado são ambos
pequenos, mas não existe um programa nacional de planejamento familiar ,
muitas mulheres rurais não tem acesso á alta qualidade dos serviços de
contracepção e muitas mulheres que obtem metodos de fontes comerciais usam eles
incorretamente ou somente esporaticamente. A redução dos niveis de aborto é
esperada de ser mais lenta em chegar ao Brasil do que os outros dois países.
O aborto não vai desaparecer
O aborto induzido permance uma prática generalizada na America Latina,
primariamente porque o uso de contraceptivos pela mulheres não tem mantido o
passo com a crescente intensidade de seus desejos de terem familias menores, um
desejo provavelmente alimentado por maiores aspirações e, frequentemente por
situações instaveis na familia.
Enquanto o nivel verdadeiro de aborto é desconhecido, é evidente que pelo
menos 800.000 do estimado quatro milhões de mulheres que fazem um aborto
induzido cada ano requerem hospitalização para o tratamento de complicações do
aborto. Embora o numero de aborto seja menor em alguns países do que os outros,
a pratica do aborto não está desaparecendo e os niveis podem ainda estar
aumentando em alguns países.
Apesar deste cenário pessimista, aborto é provavelmente um procedimento
seguro para a mulher agora do que foi no passado. Por causa do amplo uso de
tecnicas médicas e o uso mais comum de antibioticos, menos mulheres da área
estão sujeitas a morrerem por complicações do aborto ou de sofrerem graves
consequencias de saúde, embora ambos os resultados ainda são muitos frequentes.
O uso melhorado de contraceptivos e serviços, podem em muito reduzir os
niveis de gravidez não planejada na America Latina. Existe evidencia, por
exemplo, que o numero de abortos podem estarem diminuindo em partes da Colombia
e Mexico, dois países no qual o uso de contraceptivos são generalizados.
Entretanto, estudos indicam que mesmo aonde o serviços de planejamento
familiares são disponiveis e accessiveis, muita mulheres tem dificuldade em usar
os metodos de contracepção de uma maneira consistente e eficaz, e a
discontinuação e percentual de fracasso são altos.
Ainda mais, muitas circunstancias conspiram e tornam dificies de tomar a
decisão de praticar um metodo eficaz de contracepção, especialmente para
mulheres sem o apoio familiar e social. Nesta região do mundo de rápido
desenvolvimento, os modelos e responsabilidades das mulheres continua a
mudarem-se; a vida em grande cidades e o declinio das areas agriculas são muitas
vezes precárias e a estabilidade economica elusiva; migração é vista como uma
necessidade e a dissolução da familia é comum.
Muitas destas condições e restrições nas mulheres somente podem serem
melhoradas por mudanças socio-economicas fundamentais. Entretanto os
legisladores e idealizadores de programas, poderiam se concentrar em serviços
que poderiam ter um impacto mais imediato na abilidade da mulher de planejar
suas familias melhor e ter menos gravidez não planejada e abortos. Melhorias na
disponibilidade, entrega e qualidade de serviços de contracepção e o
estabelecimento de serviços de orientação e de contraceptivos em Hospitais
Publicos , seriam passos diretos que poderiam ser implantados imediatamente.
Ao longo prazo, os governos deveriam considerar a revisão de leis que contém
medidas punitivas contra as mulheres que tenham tido um aborto ilegal e melhorar
os serviços para o caso das complicações decorrentes de um aborto. Ambas
iniciativas estavam entre as recomendações aprovadas pela Conferencia
Internacional sobre População e desenvolvimento em Cairo em 1994 e no Quarta
Conferencia Mundial sobre as Mulheres em Beijing em 1995 e concordadas por quase
todas as nações do mundo.
14. AGI, 1994, op. cit. (see reference 12), p. 14.
15. S. Singh and D. Wulf, 1994, op. cit. (see reference 12).
16. AGI, Hopes and Realities: Closing the Gap Between Women's Aspirations and Their Reproductive Experiences, New York, 1995, appendix table 7, columns 6 and 7, p. 52.
17. Ibid., appendix table 6, column 3, p. 50.
18. Ibid., appendix table 6, column 16, p. 51.
19. Ibid., appendix table 5, columns 18 and 19, p. 49.
21. M. Requena, "Condicciones Determinantes del Aborto Inducido," Revista Medica de Chile, 94:714722, 1966; and C. Tietze and J. Bongaarts, "Fertility Rates and Abortion Rates: Simulations of Family Limitation," Studies in Family Planning, 6:114120, 1976.
22. S. Singh and G. Sedgh, "Trends in Abortion, Contraception and Fertility in Brazil, Colombia and Mexico," International Family Planning Perspectives, vol. 23, 1997 and Deirdre Wulf wrote the text.