|
A CASA MONSTRO
Por Celso Sabadin
criticas@cineclick.com.br

Os bem-sucedidos produtores Robert Zemeckis e Steven Spielberg,
que de bobos não têm absolutamente nada, também estão de olho no
lucrativo mercado de desenhos animados de longa-metragem. Eles
levantaram um investimento de US$ 75 milhões e produziram A
Casa Monstro, um filme de suspense protagonizado por crianças,
teoricamente direcionado ao público infanto-juvenil, mas que
também pode assustar muitos marmanjos.
A história mostra três crianças descobrindo um segredo que nenhum
adulto acreditaria: a estranha casa de um vizinho rabugento não
apenas é mal-assombrada, como também é um monstro com vida
própria. Até aí, tudo bem para começar uma trama infantil. O
problema é que o filme vai assumindo contornos cada vez mais
densos, assustadores até, e culmina com uma triste história de
amor e morte que talvez desagrade às crianças. Principalmente as
mais jovens. Por vezes, tenta ser lúgubre e um pouco gótico, no
melhor estilo “quero ser Tim Burton”, mas não abre mão da
aventura, marca registrada de Spielberg, e acaba emperrando num
perigoso e indefinido meio termo. Talvez por isso não tenha
recuperado seu investimento nas bilheterias dos EUA, onde rendeu
menos que US$ 70 milhões.
Depois do O Expresso Polar, dirigido por Zemeckis, A
Casa Monstro é o segundo longa produzido em “Real D”, um
sistema de captura de movimentos através de atores, e posterior
reprodução em animação digital. |