Do UOL Notícias
Em São Paulo
Segundo a AFP, um funcionário de Washington disse que o enviado
ao Egito, Frank Wisner,
"falava em seu nome e não em nome do governo dos Estados Unidos", ao afirmar
que Hosni Mubarak deve permanecer no cargo durante a transição de governo.
(16h19) O presidente egípcio Hosni Mubarak, um "velho amigo" dos Estados Unidos, deve seguir em seu posto durante a transição democrática, disse neste sábado Frank Wisner, enviado especial para o Egito do presidente americano Barack Obama. Segundo Wisner, o presidente egípcio tem "a oportunidade de escrever seu próprio legado. Ele dedicou 60 anos de sua vida a serviço do país, este é o momento ideal para ele mostrar o caminho a seguir".
(16h) Os Estados Unidos classificaram como "um passo positivo" a renúncia de integrantes do Partido Nacional Democrático (PND), legenda do presidente egípcio Hosni Mubarak, neste sábado. O secretário-geral do partido, Safwat el-Sharif, e Gamal Mubarak, filho do presidente, que presidia o comitê político do PND, renunciaram aos cargos neste sábado. Segundo a TV estatal egípcia, Hosni Mubarak também teria deixado o cargo de presidente do partido, o que ainda não foi confirmado.
(15h) Dois repórteres da rede Al Jazeera, Abdelfattah Fayed e Mohammed Fawi, que fazem a cobertura dos conflitos em Cairo, capital do Egito, foram libertados neste sábado, um dia depois de serem presos pelas forças de segurança do governo do presdiente Hosni Mubarak. Ontem, a sede da rede do Qatar no Cairo foi invadida por soldados que prenderam funcionários e confiscaram equipamentos. O diretor da emissora no Cairo, Osama Abd Elaziz, detido neste sábado, também já foi liberado segundo informações da Al Jazeera.
(14h43) O patrimônio da família do presidente do Egito, Hosni Mubarak, deve variar de US$ 40 bilhões a US$ 70 bilhões, segundo estudos feitos pela IHS Global Insight - empresa que faz análises econômicas e financeiras. A família de Mubarak tem propriedades em Londres (Reino Unido), Paris (França), Madri (Espanha), Frankfurt (Alemanha), Dubai (Emirados Árabes), além de Washington e Nova York (Estados Unidos).
(14h26) A liderança do Partido Nacional Democrático (PND), legenda governista do Egito, renunciou ao posto neste sábado. Entre os líderes da legenda está o filho do presidente egípcio, Gamal Mubarak, que também teria deixado o cargo. As informações são da TV estatal egípcia. Hossam Badrawi, visto como membro da ala liberal do partido e conhecido por manter boas relações com opositores, foi nomeado novo secretário-geral do partido, posto antes ocupado por Safwat el-Sharif, e também presidente do comitê político do PND, cargo que antes era de Gamal. Ainda não foi confirmado se o presidente Hosni Mubarak renunciou à presidência do partido, o que não interefere na sua posição como presidente do Egito.
(13h06) A Jordânia informou neste sábado que o fornecimento de gás vindo do Egito será interrompido por uma semana após uma explosão no gasoduto que abastece o país e Israel. A Jordânia depende do abastecimento de energia do Egito.
(12h31) Alguns documentos americanos vazados pelo WikiLeaks e publicados neste sábado pelo jornal "Financial Times", descrevem o Exército egípcio dividido em facções, ao contrário da imagem de unidade apresentada até agora durante a crise política nesse país. De acordo com relatório de diplomatas americanos, feito em 2009 por ocasião de uma visita do presidente Hosni Mubarak a Washington, o Exército egípcio não é monolítico, mas está divido em grupos entre os quais reina a desconfiança.
(12h) Opositores do governo presidente egípcio Hosni Mubarak se reuniram neste sábado para formam um novo grupo de representantes dos manifestantes que há 12 dias pedem a renúncia do líder. Mohamed ElBaradei, da Associação Nacional para a Mudança anunciou a formação do grupo que tem 10 representantes, entre eles, o próprio ElBaradei e os líderes Mohamed Beltagy, da Irmandade Muçulmana, e Ayman Nour, do partido liberal Ghad. Segundo a CNN, ElBaradei acredita que o grupo poderá articular melhor as exigências dos manifestantes diretamente com os integrantes do governo e pedir a renúncia de Mubarak.
(11h54) Os jornalistas enviados pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC) ao Egito chegaram neste sábado a São Paulo. O repórter da Rádio Nacional Corban Costa e o repórter cinematográfico Gilvan Rocha, da TV Brasil, retornaram ao Brasil após serem expulsos pelo governo egípcio. Os repórteres foram detidos pelas autoridades egípcias na quarta-feira (2), logo após chegarem à capital Cairo para cobrir as manifestações contra o presidente Mubarak. Eles foram vendados e mantidos sem água por cerca de 18 horas.
(11h29) O primeiro-ministro do Egito Amid Shafiq disse neste sábado que "não houve instruções da parte do governo para atacar os jornalistas que fazem a cobertura das manifestações na praça Tahrir", segundo informações da CNN.. Desde quarta-feira, os ataques de grupos pró-Mubarak aumentaram no Egito, na tentativa de impedir a cobertura dos protestos. "Eu deixei claro que eles [os jornalistas] teriam total liberdade para fazer o que quissessem", disse Shafiq.
(11h21) A Alemanha e o Reino Unido pediram ao Egito, neste sábado, para fazer uma transição de líderes rapidamente, mas sem precipitar a realização de eleições, afirmando que as tradições de tolerância e justiça devem ser edificadas primeiro para que a democracia funcione. A chanceler alemã, Angela Merkel, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, e o presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, reiteraram as exigências por uma "transição" rápida - uma expressão que se tornou o código diplomático para a renúncia do presidente Hosni Mubarak, após 30 anos de governo com o apoio dos militares. "Eu não acredito que vamos resolver os problemas do mundo apertando um botão e realizando uma eleição... O Egito é um exemplo clássico ", disse Cameron.
(10h56) Devido aos protestos na praça Tahrir, no Egito, tanques do Exército foram deslocados para a frente do Museu do Cairo, localizados nos arredores da praça. Depois de intrusos terem invadido as salas do museu na semana passada, um importante dispositivo militar foi posicionado ao redor do famoso prédio de pedra rosa. O museu está fechado há oito dias e conta com a segurança de soldados uniformizados, equipados com capacetes pesados, coletes à prova de balas e armas kalashnikov.
(10h30) A Irmandade Muçulmana, principal força de oposição no Egito, não quer "que a insurreição no país" contra o regime do presidente Mubarak seja interpretada como uma "revolução islâmica", segundo declarações de seu porta-voz Rashad al Bayumi, em entrevista concedida à edição da próxima segunda-feira à revista alemã "Der Spiegel". "Nos mantenemos num segundo plano" durante as manifestações, por "não querer que elas sejam apresentadas como uma revolução da Irmandade Muçulmana ou islâmica. É um levantamento do povo egípcio", diz al Bayumi
(10h12) O vice-presidente egípcio, Omar Suleiman, e altos comandos militares estão estudando formas de limitar a autoridade do presidente Mubarak e possivelmente afastá-lo do palácio presidencial do Cairo, informa a edição deste sábado do New York Times. Citando funcionários de alto escalão dos Estados Unidos e Egito, que preferiram não ter o nome divulgado, o jornal diz que esses planos não visam a tirar imediatamente Mubarak da presidência. Seu objetivo seria permitir a formação de um governo de transição, chefiado por Suleiman que, por sua vez, negociaria com a oposição emendas à Constituição e outras mudanças democráticas.
(10h03) O Oriente Médio enfrenta uma "tempestade perfeita" de revoltas e os líderes regionais precisam ser rápidos para realizar reformas democráticas ou arriscar uma instabilidade ainda maior, disse a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, neste sábado, durante uma conferência em Munique. Segundo Hilary, a ausência de reforma política, junto com uma população jovem crescente e novas tecnologias, ameaçam a velha ordem em uma região crucial para a segurança dos Estados Unidos.
(9h58) O diretor do escritório no Cairo da televisão Al Jazeera e um jornalista da rede foram detidos, um dia depois de ataque e saque às dependências da emissora na capital egípcia, anunciou o próprio canal de informações do Qatar. O Egito vive dias tensos com a pressão popular para que o presidente, Hosni Mubarak, deixe o cargo.
(9h50) O vice-presidente do Egito, Omar Suleiman, sofreu uma tentativa de assassinato nos últimos dias, que deixou dois de seus guarda-costas mortos, informou neste sábado a rede de TV americana "Fox News". Um grupo armado atirou contra o comboio em que ele estava viajando. Segundo a rede, ainda não está esclarecido que são os responsáveis pelo ataque.
(8h20) O presidente do Egito, Hosni Mubarak, realizou a primeira reunuão ministerial desde a destituição de seu gabinete, medida tomada em resposta às manifestações contra o seu governo, informou a agência oficial Mena. Mubarak se reuniu com o primeiro-ministro Ahmad Chafic, assim como com os ministros do Petróleo, Comércio, Finanças, Solidariedade Social e o presidente do Banco Central, um dia depois dos Estados Unidos afirmar que as negociações para um governo de transição no Egito já começaram.
(7h59) O prêmio Nobel da Paz e político opositor egípcio Mohamed ElBaradei expressou sua vontade de participar de um governo de transição com os militares, uma vez que o presidente Hosni Mubarak deixe o governo. "Mubarak deve sair, não em qualquer momento, mas agora", afirma ElBaredei em declarações publicadas neste sábado pelo semanário alemão "Der Spiegel".
(7h) A crise no Egito está afetando o setor turístico do país. O vice-presidente, Omar Suleiman, afirmou que o prejuízo desde o agravamento da crise já chega a um bilhão de dólares.